Suíno

Mercado de carne suína registra estabilidade com indústria cautelosa e consumo moderado

Preços do suíno vivo e dos principais cortes permanecem estáveis no Brasil, enquanto exportações avançam e ajudam a equilibrar a oferta interna


Publicado em: 13/03/2026 às 16:30hs

Mercado de carne suína registra estabilidade com indústria cautelosa e consumo moderado
Indústria adota postura cautelosa nas negociações

O mercado brasileiro de carne suína apresentou pouca movimentação de preços ao longo da semana, com predominância de estabilidade tanto no quilo do suíno vivo quanto nos principais cortes comercializados no atacado.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, as negociações seguiram limitadas devido à postura cautelosa da indústria frigorífica.

De acordo com o especialista, o setor avalia que ainda há pouco espaço para recuperação mais consistente nos preços da carne, já que tanto a reposição de animais quanto o consumo no varejo seguem avançando de forma moderada, mesmo com o aumento temporário do poder de compra das famílias neste período do mês.

Concorrência com carne de frango pressiona o mercado

Outro fator que influencia o ritmo do mercado é a concorrência com outras proteínas, especialmente a carne de frango.

De acordo com Maia, a elevada oferta de frango no mercado tem pressionado os preços desse produto, tornando-o mais competitivo em relação aos cortes suínos. Esse cenário reduz a atratividade de novas negociações envolvendo a carne suína no mercado interno.

Oferta de animais pode ajudar a sustentar os preços

Apesar do cenário de cautela, os suinocultores mantêm expectativa de que o ajuste gradual entre oferta e demanda de animais contribua para dar sustentação às cotações.

Além disso, o bom desempenho das exportações brasileiras de carne suína é considerado um fator positivo, pois ajuda a reduzir a disponibilidade de produto no mercado interno.

Preços do suíno vivo permanecem estáveis no país

Levantamento da Safras & Mercado indica que a média nacional do quilo do suíno vivo permaneceu em R$ 6,61 ao longo da semana.

No mercado atacadista, os preços médios registrados foram:

  • Carcaça suína: R$ 10,13 por quilo
  • Pernil: R$ 12,04 por quilo

A arroba suína em São Paulo manteve-se em R$ 133,00.

Cotações regionais do suíno vivo

As principais praças produtoras do país apresentaram estabilidade ou leves variações nos preços:

  • Região Sul
    • Rio Grande do Sul: R$ 6,45/kg na integração e R$ 6,90/kg no interior
    • Santa Catarina: R$ 6,45/kg na integração e R$ 6,65/kg no interior
    • Paraná: alta de R$ 6,80 para R$ 6,85/kg no mercado independente e R$ 6,50/kg na integração
  • Centro-Oeste
    • Mato Grosso do Sul (Campo Grande): R$ 6,50/kg e R$ 6,30/kg na integração
    • Goiás (Goiânia): R$ 6,50/kg
  • Sudeste
    • Minas Gerais (interior): R$ 6,60/kg, com mercado independente em R$ 6,80/kg
  • Centro-Oeste
    • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 6,50/kg, com integração em R$ 6,20/kg
Exportações de carne suína registram crescimento

As exportações brasileiras de carne suína in natura apresentaram desempenho positivo em março.

Nos cinco primeiros dias úteis do mês, o país registrou:

  • US$ 85,954 milhões em receita
  • 34,010 mil toneladas exportadas

A média diária ficou em:

  • US$ 17,190 milhões em valor exportado
  • 6,802 mil toneladas embarcadas

O preço médio da tonelada foi de US$ 2.527,30.

Na comparação com março de 2025, os resultados mostram:

  • Alta de 26,7% no valor médio diário exportado
  • Crescimento de 25,9% no volume médio diário embarcado
  • Avanço de 0,6% no preço médio
Perspectiva para o mercado

O mercado de carne suína segue em um momento de equilíbrio entre oferta e demanda, com preços estáveis e negociações cautelosas. A concorrência com a carne de frango limita avanços no mercado interno, enquanto as exportações continuam sendo um importante fator de suporte para o setor, ajudando a manter o equilíbrio entre produção e consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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