Publicado em: 29/08/2025 às 17:00hs
O mês de agosto foi marcado por forte valorização no mercado da suinocultura brasileira. De acordo com Allan Maia, analista e consultor da Safras & Mercado, a postura ativa da indústria na compra de animais vivos, aliada a uma oferta equilibrada, contribuiu para a valorização dos preços.
Na primeira quinzena, o consumo foi impulsionado pelo aumento da capitalização das famílias e pelas compras relacionadas ao Dia dos Pais. Além disso, o desempenho das exportações de carne suína ajudou a reduzir a disponibilidade do produto, criando ambiente favorável para preços mais altos no interior do país.
Outro fator positivo, segundo Maia, foi a acomodação dos custos com nutrição animal, que permitiu um aumento das margens de lucro para os produtores.
Segundo levantamento da Safras & Mercado, os preços do suíno vivo no Centro-Sul do país subiram 11,99% em agosto, passando de R$ 7,37 para R$ 8,26 por quilo. O pernil no atacado teve valorização de 9,12%, de R$ 13,01 para R$ 14,19, enquanto a carcaça registrou alta de 13,99%, de R$ 11,79 para R$ 13,44.
Na arroba suína em São Paulo, o preço subiu de R$ 152,00 para R$ 176,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração passou de R$ 6,60 para R$ 6,75, e no interior do estado de R$ 7,60 para R$ 8,65. Em Santa Catarina, a integração registrou R$ 6,60 para R$ 6,70 e o interior R$ 7,50 para R$ 8,70.
No Paraná, o quilo vivo cresceu de R$ 7,60 para R$ 8,80 no mercado livre e de R$ 6,65 para R$ 6,90 na integração. Em Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande subiu de R$ 7,25 para R$ 8,45, e na integração de R$ 6,60 para R$ 6,70. Em Goiânia, os preços passaram de R$ 7,50 para R$ 8,80. No interior de Minas Gerais, houve alta de R$ 8,10 para R$ 9,20, e no mercado independente de R$ 8,20 para R$ 9,40. Em Mato Grosso, Rondonópolis registrou valorização de R$ 7,30 para R$ 8,60 e a integração do estado passou de R$ 7,05 para R$ 7,20.
As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 221,859 milhões em agosto (16 dias úteis), com média diária de US$ 13,866 milhões. O volume total exportado foi de 85,951 mil toneladas, média diária de 5,372 mil toneladas, com preço médio de US$ 2,581,2 por quilo.
Em comparação com agosto de 2024, houve crescimento de 17% no valor médio diário, aumento de 11,5% na quantidade média diária e elevação de 4,9% no preço médio, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
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