Publicado em: 21/05/2026 às 10:20hs
O Sistema FAEP está avaliando a adoção de um modelo de incentivo à suinocultura inspirado na experiência do Mato Grosso do Sul. A iniciativa foi tema de reunião da Comissão Técnica de Suinocultura realizada nesta segunda-feira (18).
O foco do debate é o programa “Leitão Vida”, desenvolvido no Mato Grosso do Sul, que concede bonificações financeiras a suinocultores que cumprem critérios ligados à sustentabilidade, biossegurança, bem-estar animal e eficiência produtiva.
A proposta em análise busca verificar a viabilidade de implementação de um sistema semelhante no Paraná, estado que já ocupa posição de destaque nacional na atividade.
O Paraná é atualmente o segundo maior produtor de suínos do Brasil, com cerca de 12,9 milhões de animais abatidos em 2025, o que representa aproximadamente 21% dos abates no país.
Para o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette, o avanço de políticas de incentivo é fundamental para manter a competitividade do setor e estimular investimentos em inovação e infraestrutura.
“Nosso Estado é destaque na produção de suínos, com cerca de 1 milhão de matrizes. É necessário pensarmos em políticas que valorizem o suinocultor, que o incentivem a elevar os padrões de produção e que disponibilizem recursos para investir em infraestrutura e inovação”, afirmou.
O programa “Leitão Vida”, executado no Mato Grosso do Sul pela Semadesc, estabelece critérios técnicos para bonificação dos produtores.
Para participar, o suinocultor precisa atender requisitos distribuídos em seis pilares:
A bonificação varia conforme o nível de conformidade com os critérios, sendo paga por animal abatido.
A validação do programa é realizada por meio de auditorias presenciais nas propriedades rurais. O processo é conduzido pela Asumas, responsável por emitir os certificados de qualificação dos produtores.
Segundo representantes da entidade, as visitas seguem protocolos técnicos e ocorrem respeitando o ciclo produtivo das granjas, com acompanhamento do produtor e do responsável técnico.
De acordo com o diretor executivo da Asumas, Lucas Ingold, o modelo de incentivo tem contribuído para elevar o padrão da atividade no estado.
“Os produtores têm se empenhado em aprimorar seu status sanitário, governança e requisitos ambientais”, destacou.
Já o representante da Semadesc, Rômulo Gouveia, ressaltou a adesão de longo prazo ao programa e seus efeitos positivos na modernização da suinocultura local.
“O programa está aí há 30 anos, provando que os produtores estão, de fato, sempre buscando implementar melhorias”, afirmou.
Para a presidente da Comissão Técnica de Suinocultura do Sistema FAEP, Deborah de Geus, o encontro abriu espaço para aprofundar a análise da viabilidade do modelo sul-mato-grossense.
A avaliação inclui o potencial de adaptação das regras, o impacto sobre os produtores e a contribuição do sistema de bonificação para o desenvolvimento rural e a melhoria contínua da atividade.
A experiência do Mato Grosso do Sul com o “Leitão Vida” vem sendo observada como referência para políticas de incentivo baseadas em desempenho técnico e sustentabilidade. No Paraná, o debate no Sistema FAEP indica uma possível evolução na forma de estimular a suinocultura, alinhando produtividade, governança e critérios ambientais.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias