Publicado em: 20/04/2026 às 10:10hs
A suinocultura paranaense alcançou, em março de 2026, o melhor desempenho já registrado para o mês em exportações. Foram embarcadas 21,36 mil toneladas de carne suína para o mercado externo, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
O volume representa o quarto maior resultado da série histórica, ficando atrás apenas dos registros de setembro (25,18 mil toneladas), outubro (22,18 mil toneladas) e dezembro (22,12 mil toneladas) de 2025.
O avanço nas exportações foi puxado principalmente pela demanda das Filipinas. O país asiático importou 4,64 mil toneladas de carne suína do Paraná em março, um crescimento de 86,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com dados da plataforma Comex Stat/MDIC, o volume total exportado no mês representa alta de 10,1% frente a março de 2025. O estado vem registrando resultados expressivos de forma consistente desde julho de 2024.
O boletim do Deral também aponta valorização no setor leiteiro. Após aumento no preço do leite no varejo, o valor pago ao produtor começou a reagir, com alta de 12,8% na última semana analisada.
O preço médio recebido pelos pecuaristas chegou a R$ 2,43 por litro entregue à indústria, frente aos R$ 2,15 registrados anteriormente. Segundo o órgão, a valorização está relacionada ao período de entressafra das pastagens e à redução na captação de leite.
No mercado de café, os preços ao consumidor permanecem em patamares elevados, apesar de leve recuo. Em março, o pacote de 500 gramas foi comercializado, em média, a R$ 28,56, valor 3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025.
A queda ocorre após um período de forte valorização. Entre julho de 2024 e julho de 2025, o preço do produto praticamente dobrou, com alta de 95%.
Segundo análise do Deral, a expectativa de uma safra mais volumosa em 2026 já começa a impactar os preços pagos ao produtor, que recuaram 27% nos últimos 12 meses. A tendência é de maior pressão de queda no segundo semestre, com a intensificação da colheita.
No setor avícola, o custo de produção do frango vivo no Paraná permaneceu estável em R$ 4,72 por quilo. Já o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 4,59/kg, registrando queda de 2,75% em relação ao mês anterior.
O aumento no custo dos insumos, especialmente do milho, segue como principal fator de pressão. Em março, a saca de 60 quilos do grão foi comercializada a R$ 62,92 no atacado paranaense, alta de 2,5% frente ao mês anterior.
O Deral ressalta que os impactos de tensões internacionais recentes ainda não foram refletidos nos indicadores de março, mas podem influenciar os custos nos próximos meses.
O preço do óleo de soja apresentou redução no varejo nos primeiros meses de 2026, em comparação com a média de 2025. Em março, a embalagem de 900 ml foi vendida por R$ 7,25, queda de 2,3% frente ao ano anterior.
A retração está relacionada à redução no preço da soja em grão. O valor recebido pelo produtor fechou o mês em R$ 115,09 por saca de 60 quilos, cerca de 3% abaixo da média de 2025.
Na comparação com fevereiro, no entanto, houve leve alta de 2,1% no preço do óleo ao consumidor.
A couve-flor apresentou valorização no campo e no varejo em março, influenciada pela menor oferta durante o verão. O preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 36,71 por dúzia, alta de 12,8% em relação a fevereiro.
Na Ceasa de Curitiba, o produto registrou forte elevação ao longo do ano, passando de R$ 30 por dúzia no início de 2026 para R$ 50 atualmente, um aumento de 66,7%.
No varejo, a unidade foi comercializada, em média, a R$ 9,38 em março, alta de 20,4% frente ao mês anterior.
Segundo o Deral, as altas temperaturas impactam a produção em volume e qualidade, reduzindo a oferta. A expectativa é de que os preços se estabilizem com a chegada do outono, período de clima mais ameno e maior produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
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