Publicado em: 08/01/2024 às 12:10hs
As perspectivas para o mercado de carne suína em 2024 indicam um ano desafiador para os produtores brasileiros, com custos provavelmente elevados. Após um dezembro positivo para o consumo, o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, prevê uma desaceleração no mercado. Ele destaca que a demanda doméstica tende a perder força, considerando fatores sazonais, como temperaturas elevadas e despesas adicionais das famílias.
Maia observa que, mesmo com a redução sazonal do consumo no primeiro quadrimestre, os preços das proteínas concorrentes, especialmente o frango, podem influenciar a atratividade. No entanto, ele ressalta que os preços ao longo da cadeia suinícola podem enfrentar dificuldades nos primeiros meses de 2024, devido ao aumento contínuo na produção de carne suína.
O custo da nutrição animal é uma preocupação, com o milho mostrando sinais de alta devido às especulações sobre a próxima safra. Apesar da oferta de milho de verão estimular preços, a safra de soja, mesmo com riscos climáticos, será grande, contribuindo para a estabilidade. A exportação da carne suína brasileira, embora impactada pelo preço da tonelada em 2023, deve alcançar cerca de 100 mil toneladas mensais no primeiro semestre de 2024, ajudando a equilibrar a oferta doméstica.
No entanto, o preço da tonelada pode não ter espaço para altas significativas, pois a China, principal importador brasileiro, enfrenta uma crise devido ao excedente de oferta. A desaceleração econômica e a redução na confiança da população chinesa podem impactar as importações nos primeiros meses de 2024.
A expectativa da SAFRAS & Mercado para o primeiro semestre de 2024 é que as exportações brasileiras alcancem 608,1 mil toneladas, um aumento de 5,2% em relação ao mesmo período de 2023. Apesar da desaceleração nas compras, a China continuará sendo o principal destino da carne suína brasileira. Com a possível piora das margens, os suinocultores podem adotar estratégias de redução do peso médio dos animais. A produção brasileira para o primeiro semestre de 2024 está estimada em 2,653 milhões de toneladas, um aumento de 2,4% em comparação com o mesmo período de 2023. A disponibilidade interna deve crescer 1,6%, atingindo 2,045 milhões de toneladas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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