Suíno

Cautela e baixa movimentação mantêm preços da carne suína estáveis no Brasil

Mercado de carne suína registra estabilidade nos preços do quilo vivo e cortes no atacado, com destaque para exportações positivas


Publicado em: 20/03/2026 às 14:30hs

Cautela e baixa movimentação mantêm preços da carne suína estáveis no Brasil
Mercado interno mantém preços estáveis

A semana registrou preços predominantemente estáveis para o quilo vivo e os principais cortes de carne suína no atacado. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, a movimentação de negócios tem sido reduzida, com frigoríficos adotando postura de cautela diante de um cenário desafiador no curto prazo.

“O mercado considera a fraqueza nos preços da carne de frango e o processo de descapitalização das famílias, fatores que impactam a decisão de compra e, consequentemente, a reposição de suínos”, explica Maia.

Os suinocultores também buscaram manter os preços do animal vivo, sinalizando que a oferta tende a se ajustar à demanda da indústria. O bom desempenho das exportações segue sendo um ponto positivo para o setor.

Cotações do quilo vivo e cortes de carne

O levantamento de Safras & Mercado indicou que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu ligeiramente de R$ 6,61 para R$ 6,60. Já os cortes de carcaça no atacado tiveram média de R$ 10,13, enquanto o pernil atingiu R$ 12,04.

  • São Paulo: arroba suína estável em R$ 133,00
  • Rio Grande do Sul: quilo vivo caiu de R$ 6,45 para R$ 6,35 (integração), interior manteve R$ 6,90
  • Santa Catarina: integração recuou de R$ 6,45 para R$ 6,35, interior em R$ 6,65
  • Paraná: mercado livre R$ 6,85; integração caiu de R$ 6,50 para R$ 6,40
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande R$ 6,50; integração R$ 6,30
  • Goiás: R$ 6,50
  • Minas Gerais: interior R$ 6,60; mercado independente R$ 6,80
  • Mato Grosso: Rondonópolis R$ 6,50; integração estadual R$ 6,20

Essa estabilidade reflete a cautela dos frigoríficos e o ajuste entre oferta e demanda nos diferentes estados.

Exportações impulsionam o setor

O Brasil exportou 57,263 mil toneladas de carne suína “in natura” em março (10 dias úteis), gerando US$ 143,975 milhões em receita, com média diária de US$ 14,397 milhões. O preço médio ficou em US$ 2.514,2 por tonelada.

Comparado a março de 2025:

  • Valor médio diário: +6,1%
  • Quantidade média diária: +6%
  • Preço médio: estável

O desempenho positivo das exportações contribui para sustentar os preços internos, mesmo em um contexto de cautela e baixa movimentação no mercado brasileiro.

Perspectivas para o curto prazo

De acordo com especialistas, o mercado de carne suína deve permanecer estável no curto prazo, com ajustes pontuais nas cotações dependendo da movimentação de exportações e da evolução do consumo interno. A atenção continua voltada para a demanda das famílias e o desempenho da concorrência com a carne de frango, fatores que podem influenciar a reposição de suínos e a formação de preços nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

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