Publicado em: 03/07/2026 às 17:40hs
O mercado brasileiro de carne suína registrou predominância de queda nos preços ao longo de junho, em um cenário marcado pela postura cautelosa da indústria e pela percepção de oferta confortável de animais em praticamente todas as regiões acompanhadas.
Segundo análise do consultor de mercado Allan Maia, da Safras & Mercado, o setor operou com baixa agressividade nas compras durante o mês, refletindo um ambiente de equilíbrio entre oferta e demanda, mas sem espaço consistente para recuperação das cotações.
De acordo com o analista, a disponibilidade de suínos permaneceu suficiente para atender a demanda, o que reduziu o poder de reação dos preços ao longo da cadeia produtiva.
No atacado, o comportamento dos cortes também contribuiu para limitar a recomposição das cotações. Apesar da leve valorização da carcaça em determinados momentos do mês, outros cortes registraram queda, o que impediu uma recuperação mais consistente do mercado.
A avaliação do setor é de que o consumo interno seguiu estável, mas sem tração suficiente para absorver eventuais excedentes de oferta.
Levantamento da Safras & Mercado aponta que o mercado de suíno vivo no Centro-Sul registrou queda média de 2,35% em junho, passando de R$ 5,38/kg para R$ 5,25/kg.
Entre os principais destaques regionais:
No atacado, o comportamento dos preços foi desigual. A carcaça suína apresentou leve valorização de 0,28%, passando de R$ 8,81 para R$ 8,83/kg.
Por outro lado, os cortes registraram pressão mais intensa. O pernil teve recuo de 5,14%, caindo de R$ 11,40 para R$ 10,81/kg, reforçando o cenário de fragilidade na ponta final da cadeia.
As exportações de carne suína in natura seguem como principal variável positiva para o setor, ainda que sem impacto suficiente para alterar a tendência doméstica de preços.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, em junho (14 dias úteis), o Brasil exportou:
Na comparação com junho de 2025, houve recuo de 5,2% na receita diária, queda de 1% no volume diário e baixa de 4,3% no preço médio, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O cenário segue marcado por equilíbrio entre oferta e demanda, mas com viés levemente baixista no curto prazo. A indústria ainda adota postura defensiva nas compras, enquanto o mercado externo sustenta parcialmente os preços sem força suficiente para provocar reversão da tendência.
A expectativa dos agentes é de que o comportamento do consumo interno e o ritmo das exportações serão determinantes para o desempenho do mercado nas próximas semanas, especialmente diante da manutenção de uma oferta considerada confortável em diversas regiões produtoras.
Fonte: Portal do Agronegócio
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