Publicado em: 11/01/2016 às 15:30hs
A Cooperativa Central Aurora Alimentos, uma das maiores produtoras de suínos do Brasil, anunciou que irá eliminar o uso de gaiolas individuais para gestação de fêmeas suínas até 2026, adotando um sistema de gestação coletiva.
“Há cronograma de execução prevendo a integral substituição do sistema de gestação das fêmeas suínas, para as atuais granjas e na estrutura física existente, até o ano de 2026, sendo que para novos projetos, seja de construção e/ou ampliação, a nova sistemática será adotada já a partir do ano de 2016”, informou a empresa.
A Aurora informou que o prazo de dez anos para adotar a gestação coletiva em toda a cadeia é necessário já que, dentro do sistema de cooperativa no qual a empresa atua, há muitos pequenos produtores rurais que utilizam mão de obra familiar e têm limitação na capacidade de investimento.
A organização não-governamental (ONG) protetora de animais Humane Society International (HSI), que tem realizado campanhas para a eliminação do uso de gaiolas para gestação de suínos, disse que iniciativa é um importante primeiro passo, mas encoraja a empresa a completar a transição em um período de tempo mais curto.
“Isso manda uma clara mensagem à indústria nacional: o futuro da produção será livre de gaiolas de gestação. Esperamos trabalhar com outros produtores e empresas alimentícias em políticas similares”, disse a gerente sênior de campanhas da HSI no Brasil, Carolina Galvani, em nota.
A JBS informou em meados de novembro que pretende eliminar o uso de gaiolas de gestação em toda a cadeia de fornecimento de suínos até 2025.
A BRF, maior produtora de carne suína do Brasil, também já se comprometeu a adotar a gestação coletiva até 2026, conforme anunciado no final do ano passado.
O sistema de celas de gestação para porcas ainda é o mais usado no Brasil, com fêmeas mantidas isoladas, privadas de interagir com o grupo, andar ou explorar o ambiente.
A União Europeia, o Canadá e vários estados dos EUA já proibiram o uso de celas de gestação, que também será abandonado na Nova Zelândia até o fim deste ano, e na Austrália, até 2017. A Associação Sul-Africana de Produtores de Suínos também espera eliminar a prática até 2020, segundo a HSI.
Fonte: CarneTec
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