Publicado em: 26/01/2026 às 13:30hs
O verão, marcado por altas temperaturas e maior umidade, cria o ambiente ideal para o aumento da população de parasitos em rebanhos bovinos, especialmente o carrapato, um dos principais inimigos da produtividade pecuária.
De acordo com o vice-presidente da Conexão Delta G, Octaviano Pereira Neto, os períodos de primavera e verão aceleram o ciclo de vida dos parasitos, tornando o controle mais difícil.
“Com o calor e a umidade, o carrapato encontra condições perfeitas para se multiplicar. O mesmo acontece com moscas e vermes, que passam a ter ciclos mais curtos e eficientes”, explicou o especialista.
Esse cenário exige estratégias mais amplas de controle sanitário, combinando manejo adequado, uso racional de carrapaticidas e seleção genética.
A seleção genética tem se mostrado uma ferramenta cada vez mais eficaz no controle de parasitos em bovinos. Segundo Pereira Neto, o melhoramento genético permite identificar e selecionar animais naturalmente mais resistentes ao carrapato, sem comprometer o desempenho produtivo.
“Quando o produtor escolhe um touro com alto desempenho e resistência ao carrapato, essa característica passa gradualmente a fazer parte da média do rebanho. Em médio prazo, isso resulta em controle mais racional dos parasitos e melhores resultados produtivos”, destacou.
A Conexão Delta G utiliza essa metodologia em seus programas de melhoramento genético, priorizando tanto resistência a parasitos quanto eficiência produtiva.
A resistência genética não elimina a necessidade de tratamentos convencionais, mas melhora significativamente sua eficácia. Pereira Neto ressalta que os animais mais resistentes respondem melhor aos carrapaticidas e mantêm a produtividade mesmo sob infestações.
“Isso não significa abandonar o manejo sanitário, mas sim potencializá-lo. Animais resistentes têm melhor resposta aos insumos aplicados e menor impacto de parasitismo”, explica o dirigente.
Ele também observa que bovinos suscetíveis ao carrapato sofrem reinfeções mais rápidas e perdas de desempenho, enquanto os resistentes mantêm maior eficiência produtiva, com melhor ganho de peso e conversão alimentar.
Além dos benefícios diretos sobre o animal, a seleção genética contribui para diminuir a infestação ambiental. Rebanhos compostos por animais resistentes liberam menos parasitos nas pastagens, reduzindo a pressão de infestação no ambiente.
“Quando introduzimos genes de resistência, o benefício é coletivo. O rebanho e o ambiente se tornam mais equilibrados, o que reduz a necessidade de intervenções químicas”, complementa Pereira Neto.
Para o especialista, a integração entre genética, manejo e sanidade é a base para enfrentar os períodos críticos do ano, como o verão.
“A adoção de animais mais resistentes mantém o desempenho produtivo e permite o uso mais eficiente de insumos, trazendo ganhos técnicos e econômicos para o produtor”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
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