Publicado em: 14/11/2023 às 15:30hs
A conscientização sobre o impacto dos parasitas na pecuária tem se ampliado significativamente entre os criadores. Essa compreensão é crucial, considerando os prejuízos anuais estimados em cerca de R$65 a 70 bilhões no Brasil, divididos entre R$40 bilhões causados por parasitas internos e R$30 bilhões por externos. As perdas variam de 20 a 60 quilos por animal por ano até o abate.
Os parasitas, especialmente os gastrointestinais, agem como inimigos silenciosos, sendo difícil detectá-los visualmente. Enquanto o carrapato é visível no animal, representando apenas 5% da carga total, os demais 95% encontram-se no pasto. Cerca de 90% das infestações são subclínicas, resultando apenas em redução do desempenho do animal. Nos 10% restantes, os sintomas incluem baixo ganho ou perda de peso, pelos opacos e sem brilho, diarreias, emagrecimento, e tristeza parasitária.
O Brasil, com suas amplas variações climáticas regionais, apresenta diferentes padrões de infestação. Nos períodos chuvosos, as larvas dos vermes proliferam no pasto, enquanto os animais apresentam baixa carga parasitária. No período seco, a situação se inverte, com alta infestação nos animais e pastos mais limpos.
No caso dos carrapatos, a incidência aumenta com as chuvas e a elevação da temperatura e umidade. A média de permanência do carrapato no animal é de aproximadamente 21 a 26 dias, seguida pela postura de 3 a 5 mil ovos no pasto. Existem variações regionais na incidência dessas infestações.
A estratégia principal para o controle de parasitas envolve o uso preventivo de antiparasitários, ajustando-se às condições de cada propriedade. Este controle estratégico visa prevenir grandes infestações e manter a carga parasitária controlada tanto nos animais quanto nos pastos. Os protocolos de controle são personalizados, considerando fatores como a região, os desafios específicos e o tipo de gado.
Para os parasitas internos, recomenda-se iniciar o controle no início do período seco, enquanto para os carrapatos, o ideal é no final do inverno ou período seco, antes do início das chuvas. O controle estratégico deve ser personalizado, considerando a resistência parasitária e a eficácia dos princípios ativos, com acompanhamento profissional.
A Syntec lançou o T@urus SR, um endectocida que atua em parasitas internos e externos, incluindo vermes, bernes e carrapatos. Este produto combina a ivermectina 3,5%, uma molécula consolidada, com a tecnologia tixotrópica SR-MCT para liberação lenta e gradual, garantindo proteção prolongada e facilidade de aplicação. Com um período de carência de 109 dias, o T@urus SR destaca-se frente a outros produtos no mercado que possuem períodos de carência maiores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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