Publicado em: 31/03/2026 às 14:00hs
A mastite é o principal desafio sanitário para produtores de leite, devido à dificuldade de controle e aos impactos econômicos imediatos. A enfermidade provoca aumento da Contagem de Células Somáticas (CCS), indicador essencial para monitorar a saúde do rebanho. Além disso, a coleta de amostras para cultura e identificação dos agentes causadores é ferramenta fundamental para o combate à doença.
Segundo Alex Scariot, coordenador técnico de leite da MCassab Nutrição e Saúde Animal, “quando a mastite aparece, há queda na produção de leite, aumento dos custos com tratamento e prejuízos que se acumulam, muitas vezes sem que o produtor perceba imediatamente”.
A doença ocorre principalmente devido à ação de bactérias presentes no ambiente, que atacam vacas em lactação. Entre os fatores que aumentam o risco estão:
Alex Scariot ressalta: “A mastite é frequente, afeta significativamente as vacas e é difícil de controlar, especialmente em sistemas de produção mais intensivos.”
Os principais sinais da mastite incluem:
Em casos graves, a doença pode levar o produtor a descartar animais do rebanho, aumentando os custos.
A mastite subclínica é uma forma silenciosa da doença, sem sinais visíveis no úbere ou no leite. Nesse caso, o problema só é identificado por testes laboratoriais e aumento da CCS. Esse tipo é especialmente prejudicial, pois permanece no rebanho por longos períodos, reduzindo a produção e comprometendo a qualidade do leite sem alerta imediato ao produtor.
A prevenção é a principal forma de reduzir prejuízos. Entre as medidas recomendadas estão:
“O cuidado com manejo, higiene e nutrição, aliado à identificação rápida de casos, ajuda a minimizar perdas e manter a qualidade do leite ao longo do tempo”, conclui Scariot.
Fonte: Portal do Agronegócio
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