Publicado em: 10/02/2026 às 12:05hs
O Estado de Goiás obteve, em 2025, o melhor resultado de cobertura vacinal contra a brucelose bovina dos últimos cinco anos. De acordo com dados da Gerência de Sanidade Animal da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), o índice chegou a 79,89% dos animais em idade vacinal, com base nas declarações dos produtores rurais registradas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).
O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que o avanço reflete o esforço conjunto entre o órgão e os produtores rurais.
“Esse resultado demonstra o comprometimento do setor com a sanidade animal e a produtividade da pecuária goiana. Seguiremos ampliando a cobertura vacinal e fortalecendo as ações de prevenção em todo o Estado”, afirmou.
De acordo com o diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, a imunização é uma das principais medidas para o controle da brucelose, uma zoonose que pode afetar tanto animais quanto seres humanos.
“A vacinação é essencial para evitar abortos, infertilidade e prejuízos econômicos, além de garantir a movimentação legal dos rebanhos”, explicou.
A vacinação é obrigatória para todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade, utilizando a vacina B19. Em bovinos, a vacina RB51 pode ser usada como alternativa, conforme decisão do produtor.
Nos casos confirmados de brucelose, os animais reagentes devem ser eliminados, e o leite da propriedade não pode ser comercializado até a retirada completa desses animais.
O trânsito de bovinos e bubalinos infectados é permitido apenas para abate ou mediante testes negativos, e todos os casos devem ser comunicados às autoridades de saúde pública, reforçou o diretor da Agrodefesa.
A gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, destacou que a imunização deve ser realizada exclusivamente por médicos-veterinários cadastrados ou por auxiliares autorizados.
A comprovação deve ser feita por atestado emitido no Sidago em até 30 dias após a compra da vacina, com atualização obrigatória a cada 180 dias. Além disso, as fêmeas vacinadas devem ser marcadas no lado esquerdo da face, conforme determinação oficial.
A brucelose bovina é uma doença infectocontagiosa crônica, causada pela bactéria Brucella abortus, que compromete o sistema reprodutivo dos animais, provocando abortos, retenção de placenta e queda na produção de leite.
Por se tratar de uma zoonose, pode ser transmitida ao ser humano, exigindo cuidados constantes no controle e erradicação.
Segundo Sivane Dorneles Miranda, coordenadora do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovina e Bubalina, os principais sintomas incluem aborto entre o sexto e o nono mês de gestação, retenção de placenta, nascimento de bezerros fracos e orquite (inflamação dos testículos) em machos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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