Pastagens

Pastagens no Rio Grande do Sul mantêm pastejo, mas risco de restrição hídrica preocupa produtores

Calor e falta de chuva afetam desenvolvimento das forragens e exigem atenção dos pecuaristas no RS, aponta Emater/RS-Ascar


Publicado em: 11/02/2026 às 16:00hs

Pastagens no Rio Grande do Sul mantêm pastejo, mas risco de restrição hídrica preocupa produtores
Foto: Fazenda Curupira
Situação das pastagens varia conforme região do RS

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado em 5 de fevereiro, aponta que o desenvolvimento das pastagens no Rio Grande do Sul apresenta variação entre localidades devido à irregularidade das chuvas, restrição hídrica e temperaturas elevadas registradas na segunda quinzena de janeiro.

Nos campos nativos, os impactos foram mais leves, permitindo a manutenção do pastejo, mas há alerta para agravamento da situação caso não ocorram chuvas significativas nas próximas semanas.

Bagé e São Gabriel: pastagens toleram calor e seca

Na região de Bagé e São Gabriel, a Emater/RS-Ascar observa que áreas com tifton, braquiárias, capim-elefante e panicuns mantêm boa oferta de forragem, mesmo diante da falta de chuvas regulares.

Também foram registradas condições favoráveis para pastagens de milheto e capim-sudão. Produtores já se preparam para as semeaduras de aveia e azevém previstas para março.

Frederico Westphalen e Caxias do Sul: pastejo segue possível, mas há limitações

Em Frederico Westphalen, o desenvolvimento das pastagens tem permitido a realização de pastejos normalmente.

Já em Caxias do Sul, as altas temperaturas e o tempo seco limitam a brotação e o crescimento das plantas, embora a quantidade e a qualidade da forragem ainda possibilitem o pastejo, especialmente em espécies perenes, campos nativos e áreas melhoradas.

Ijuí e Passo Fundo: cortes para fenação mantêm qualidade da forragem

Produtores em Ijuí realizaram cortes de pastagens para fenação, com resultado de boa qualidade.

Em Passo Fundo, tanto os campos nativos quanto pastagens cultivadas mantêm a capacidade de pastejo, mas a irregularidade das chuvas preocupa quanto à continuidade do crescimento das forragens, situação semelhante à observada em Erechim, onde também houve cortes para fenação de verão.

Pelotas e Soledade: chuvas favorecem oferta, mas há pontos críticos

Nas regiões de Pelotas e Soledade, a qualidade e a disponibilidade de forragem são favoráveis em locais com ocorrência de chuvas e volumes acumulados.

Entretanto, em áreas sem precipitação, os níveis críticos de umidade do solo afetam a rebrota e a qualidade das forragens, exigindo ajustes de lotação dos rebanhos.

Porto Alegre, Santa Rosa e Santa Maria: diferenças no crescimento das pastagens

Em Porto Alegre e Santa Rosa, os campos nativos e pastagens anuais de verão apresentam ampla oferta de forragem, beneficiados por temperaturas elevadas e umidade adequada do solo.

Na região de Santa Maria, a taxa de crescimento das pastagens diminuiu em diversas localidades devido à irregularidade e baixos volumes de chuva, impactando o desenvolvimento das plantas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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