Pastagens

COCAMAR: Área com ILPF já é de quase 60 mil hectares na região da cooperativa

A cada ano, aumentam de forma geométrica as áreas com sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF) na região noroeste do Paraná, atendida pela Cocamar


Publicado em: 16/09/2015 às 17:15hs

COCAMAR: Área com ILPF já é de quase 60 mil hectares na região da cooperativa

De acordo com informações da cooperativa, o total em 2015 é de 57,3 mil hectares, dos quais 14,3 mil cultivados com soja, somando 155 proprietários rurais. O espaço é seis vezes maior que em 2010, quando havia 9,3 mil hectares no total e 1,6 mil de lavouras de soja, mantidos por 17 proprietários.

Pequenos - “Ou integra ou se desintegra”, resume o produtor Zenildo Ferrari, de Altônia, município próximo a Umuarama. Ele é exemplo de que o sistema, diferente do que pensam alguns, pode ser adaptado também para pequenas propriedades. Ferrari utilizou recursos próprios para fazer a preparação do solo arenoso numa área de 24,2 hectares que adquiriu há alguns meses. Como faz integração de pecuária e lavoura há anos em outro local, ele tinha o equivalente a 1,6 mil sacas de soja sem vender. “Se dependesse só da pecuária, não teria esse dinheiro”, frisou.

Sem saída - Mesmo não tendo afinidade com maquinários agrícolas e, muito menos ainda, com lavoura, o produtor decidiu seguir uma orientação da Cocamar e adotar a integração após constatar que, se ficasse só na dependência da pecuária, não teria escala e produtividade para continuar no campo. “Os pastos estavam degradados e dali não sairia dinheiro para reformá-los. Não havia outra saída”, disse.

Produtividade - O sistema ainda enfrenta a resistência de muitos pecuaristas na região. Embora cada vez mais pressionados pelo aumento de custos e a baixa média de produtividade - quatro arrobas (60 quilos) de carne por hectare/ano -, eles tentam se manter na atividade. “A mudança é inevitável”, garante Armando Gasparetto, também de Altônia, que possui 167 hectares com integração. Depois que passou a reformar seus pastos com o cultivo de soja, o volume de forragem permitiu aumentar a ocupação de 0,8 unidade animal (UA) para 3,0 por hectare. “Eliminei o ‘efeito sanfona’ [a alternância que havia de ganho de peso no verão e perda no inverno] e tenho bois gordos todo ano”, salientou Gasparetto, ditando uma tendência para os produtores: “para ser bom pecuarista, vai ser que ser um bom agricultor. Não há outro jeito”.

Terceira revolução - A ILPF é considerada a terceira revolução do agronegócio brasileiro, depois do plantio direto (impulsionado na década de 1970) e da segunda safra (que se consolidou nos anos 2000). Numa explicação simples, é associar a agricultura à pecuária, a partir de uma base formada pelo cultivo de capim braquiária – espécie de origem africana que se adaptou bem às condições brasileiras. A braquiária tem dupla aptidão: semeada no outono, viceja para produzir massa alimentar de qualidade e em abundância para o rebanho no inverno; dessecada na primavera, vai formar a cobertura de palha que protegerá a lavoura do período chuvoso e das altas temperaturas no verão.

Tecnologia - A Embrapa desenvolveu a tecnologia preconizada para ILPF e a Cocamar tem sido uma das principais difusoras do sistema no País, onde a área mantida com modelos assim já chegaria a 2 milhões de hectares.

Fonte: Imprensa Cocamar

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