Equídeos

Chapéu é símbolo cultural e equipamento de proteção reconhecido na montaria brasileira

Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga reforça importância do chapéu como item de segurança e símbolo da tradição equestre nacional


Publicado em: 12/02/2026 às 09:00hs

Chapéu é símbolo cultural e equipamento de proteção reconhecido na montaria brasileira
Chapéu representa tradição e segurança na montaria brasileira

A Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga (ABCCRM) reforçou seu posicionamento sobre o uso do chapéu como símbolo de identidade e segurança do cavaleiro no país.

De acordo com a entidade, o acessório, além de fazer parte da tradição equestre brasileira, é reconhecido oficialmente como equipamento de proteção individual (EPI) pela Norma Regulamentadora 31 (NR-31), que trata da segurança no trabalho rural.

O presidente da associação, Fernando Tardioli Lúcio de Lima, destaca que o chapéu protege o cavaleiro de radiação solar, calor e chuva, condições comuns à rotina no campo. “O chapéu está listado na norma como EPI e desempenha proteção efetiva contra o sol e intempéries, que fazem parte do dia a dia da montaria”, afirma.

Entidade esclarece interpretação sobre uso obrigatório de capacetes

Nos últimos meses, circularam informações de que a NR-31 teria tornado obrigatório o uso de capacete durante as atividades de montaria. A ABCCRM esclarece, no entanto, que a legislação não impõe essa obrigatoriedade de forma generalizada.

Segundo Tardioli, o uso de EPIs deve ser definido com base nos riscos específicos de cada atividade e após uma análise técnica das condições de trabalho.

“As montarias praticadas por criadores, apresentadores e profissionais da Raça Mangalarga seguem padrões seguros, portanto não se enquadram na exigência do capacete”, explica.

Programa de Gerenciamento de Riscos orienta práticas seguras no campo

A ABCCRM reforça a importância do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR), ferramenta essencial para orientar produtores e trabalhadores sobre as medidas de segurança adequadas em cada situação.

Tardioli recomenda que os criadores e profissionais do setor avaliem os riscos reais de cada operação antes de definir os equipamentos necessários. “O PGRTR ajuda a evitar generalizações que desconsiderem a realidade do campo e da equitação. O importante é adotar medidas proporcionais e eficazes, que garantam tanto o bem-estar do cavaleiro quanto o respeito à tradição”, destaca o presidente.

Cultura, segurança e bem-estar animal

Mais do que um item de vestuário, o chapéu é considerado um símbolo da cultura do cavaleiro brasileiro. Ele representa não apenas proteção, mas também respeito à identidade do homem do campo e à tradição da montaria.

A ABCCRM reforça ainda que suas ações estão alinhadas à promoção do bem-estar animal e à valorização da cultura rural, pilares fundamentais da equitação responsável e da preservação das tradições ligadas ao cavalo Mangalarga.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --