Publicado em: 06/04/2026 às 12:30hs
Um levantamento recente da World Population Review aponta que a população de jumentos no Brasil ultrapassou 730 mil animais em 2026.
O número é significativamente superior às estimativas anteriormente divulgadas por algumas organizações, sendo pelo menos dez vezes maior, segundo especialistas do setor.
As estimativas são fundamentadas em informações de fontes oficiais internacionais, como a Organização das Nações Unidas, por meio da FAO, além de institutos estatísticos globais.
A partir desses dados, a entidade elabora projeções baseadas em tendências recentes, contribuindo para uma leitura mais atualizada da população asinina no país.
No Brasil, a ausência de levantamentos recentes sobre o rebanho de jumentos ainda representa um desafio.
O último dado oficial disponível foi divulgado pelo IBGE, por meio do Censo Agropecuário de 2017. Desde então, não houve atualização periódica consolidada sobre a população da espécie.
Apesar do número atual mais elevado, especialistas reconhecem que houve uma redução progressiva do rebanho ao longo das últimas décadas.
Esse movimento está diretamente associado à mecanização das atividades rurais, que reduziu a utilização dos jumentos como força de trabalho no campo. Como consequência, muitos animais foram abandonados, impactando também os registros oficiais.
A utilização de levantamentos internacionais contribui para enriquecer o debate sobre a espécie no Brasil.
Essas informações permitem análises mais consistentes por parte de pesquisadores, gestores públicos e do setor produtivo, além de auxiliar na formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável da atividade.
Especialistas destacam que o futuro da criação de jumentos depende menos de debates polarizados e mais de ações estruturadas.
Entre os principais pontos estão:
Esses fatores são considerados essenciais para orientar estratégias e fortalecer a cadeia produtiva.
Pesquisas em universidades brasileiras indicam que os jumentos possuem potencial para produção de leite, carne e outros derivados, atendendo tanto o mercado interno quanto o externo.
Esse cenário abre novas oportunidades para o desenvolvimento da atividade no país.
O Brasil, especialmente a região Nordeste, apresenta vantagens competitivas para a criação de jumentos.
A espécie possui alta eficiência metabólica e capacidade de adaptação, conseguindo converter vegetação de baixo valor nutricional em energia com maior eficiência que bovinos.
Além disso, o sistema de criação a pasto, viável em amplas áreas do país, reduz custos de produção e favorece o bem-estar animal, posicionando o Brasil com potencial de destaque no cenário global.
Fonte: Portal do Agronegócio
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