Publicado em: 13/02/2026 às 10:00hs
A ovinocultura brasileira registrou avanços significativos em 2025, de acordo com dados da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco). O registro genealógico de animais aumentou 5%, enquanto as transferências cresceram 6,5% em relação a 2024. O movimento acompanha a valorização da carne, lã e produtos derivados do leite ovino no mercado interno.
Ao longo do ano, foram contabilizadas 44.770 inscrições de ovinos, frente a 42.647 em 2024. Já as transferências de propriedade subiram de 30.819 para 32.844 no mesmo período.
Segundo Magali Moura, superintendente do Registro Genealógico da Arco, o desempenho positivo reflete a melhora na percepção de valor do mercado. “O crescimento dos números acompanha a valorização do mercado, da genética ovina e dos produtos que o ovino nos proporciona”, afirma.
O aumento está relacionado a melhores preços e maior presença dos produtos ovinos nas prateleiras. A lã, que em anos anteriores chegava a ser estocada por baixa remuneração, voltou a apresentar boa liquidez. O consumo de carne ovina também registrou incremento no mercado interno, enquanto consultas para exportação já começam a surgir.
Outro destaque do setor é o crescimento dos derivados do leite ovino, como queijos, iogurtes e doce de leite, especialmente no Rio Grande do Sul, principal polo da atividade. O aumento da demanda estimulou a criação de novos empreendimentos e cooperativas, ampliando oportunidades de negócios para produtores.
“É a valorização do produto que os ovinos nos proporcionam, seja na lã, na carne ou no leite”, ressalta Magali Moura.
Para o presidente da Arco, Edemundo Gressler, a qualidade genética das raças brasileiras é um diferencial estratégico. “Não basta apenas ter a documentação do animal. É fundamental que ele passe pelo acompanhamento técnico, garantindo seleção e aprimoramento contínuo do rebanho”, destaca.
A associação enfatiza que o melhoramento genético e o controle de registros são essenciais para sustentar o crescimento da cadeia produtiva, reforçando a competitividade e abrindo novas oportunidades, tanto no mercado interno quanto em mercados internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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