Publicado em: 23/03/2026 às 10:45hs
A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) divulgou o novo Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), apresentando um panorama atualizado das principais cadeias produtivas do estado.
O levantamento destaca o desempenho da cunicultura, da olericultura, da produção de proteínas animais e o andamento das principais lavouras, reforçando a relevância do Paraná no cenário agropecuário nacional.
A cunicultura segue como uma atividade tradicional no estado, onde o Paraná ocupa historicamente a terceira posição no ranking nacional de plantel.
Em 2024, o setor registrou:
Entre os municípios, Foz do Iguaçu lidera com cerca de 17 mil cabeças, seguido por Francisco Beltrão e Salgado Filho.
O setor também apresenta potencial no mercado externo. Em 2025, o Brasil registrou crescimento de 145,5% nas exportações de carne de coelho, indicando novas oportunidades para a atividade.
Outro segmento em expansão é a coturnicultura. Em 2024, a atividade alcançou um Valor Bruto da Produção (VBP) nacional de R$ 600,7 milhões.
O crescimento é impulsionado principalmente pelo aumento do consumo de ovos de codorna, reconhecidos pelo alto valor nutricional. A atividade se divide em três frentes principais:
O plantel nacional chegou a 15,468 milhões de aves em 2024, crescimento de 4% em relação ao ano anterior.
A olericultura paranaense apresentou forte desempenho em 2024, com produção de 2,9 milhões de toneladas e VBP de R$ 7,1 bilhões.
As hortaliças tuberosas, como batata e mandioca, se destacaram ao:
Já as hortaliças-fruto, lideradas pelo tomate, registraram o maior valor médio por quilo (R$ 3,11), seguidas pelas herbáceas (R$ 2,91) e pelas tuberosas (R$ 2,01).
As 15 principais culturas monitoradas pelo Deral concentram 82,4% de todo o valor gerado pela olericultura no estado.
Na bovinocultura, o Paraná apresentou crescimento expressivo em 2025. O abate de bovinos aumentou 11,8%, totalizando 1,64 milhão de cabeças, superando a média nacional. O peso médio das carcaças atingiu 255 kg por animal.
No setor de frangos, o custo de produção em fevereiro foi de R$ 4,72 por quilo, valor equivalente ao preço médio recebido pelos produtores.
Mesmo nesse cenário, o estado mantém competitividade e segue como maior produtor nacional, com custos inferiores aos registrados em estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O boletim também acompanha o desenvolvimento da safra 2025/26. A colheita da soja alcançou 70% da área estimada de 5,77 milhões de hectares, ritmo inferior ao de ciclos anteriores, quando o percentual já superava os 80% no mesmo período.
O milho de primeira safra segue tendência semelhante, com 83% da área colhida. Já o plantio do milho de segunda safra também atingiu 83% dos 2,86 milhões de hectares previstos.
Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio paranaense, que combina produção animal, hortaliças e grãos com desempenho consistente.
O cenário aponta para um setor dinâmico, com potencial de crescimento tanto no mercado interno quanto nas exportações, sustentado por ganhos de produtividade e diversificação das atividades.
Fonte: Portal do Agronegócio
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