Publicado em: 08/01/2026 às 10:20hs
O setor da ovinocultura no Rio Grande do Sul abre o ano de 2026 com perspectivas otimistas e um calendário repleto de eventos estratégicos. O ciclo de feiras de verão, que começa oficialmente em janeiro, reflete um momento de retomada consistente para os produtores gaúchos. O cenário é impulsionado pela valorização da carne e pela recuperação nos preços da lã, fatores que estimulam novos investimentos no campo.
A cadeia produtiva apresenta sinais claros de fortalecimento. Segundo a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), o mercado de lãs finas voltou a oferecer remunerações significativas, enquanto o preço do cordeiro se mantém estável em patamares favoráveis, na casa dos R$ 14 por quilo.
Essa combinação financeira permite que o pecuarista tenha maior segurança para reinvestir na atividade, transformando o entusiasmo do mercado em resultados práticos dentro das propriedades.
Mais do que eventos de comercialização, as feiras de verão funcionam como centros de difusão tecnológica. É nestes locais que os produtores buscam reprodutores e matrizes de alto valor genético. Segundo Edemundo Gressler, presidente da Arco, o investimento em animais selecionados é o que garante a evolução do rebanho, permitindo maior precocidade e ganho de peso dos cordeiros.
A escolha do período para a realização das feiras não é por acaso: os meses de janeiro a março coincidem com a fase de reprodução (encarneiramento) da maioria dos rebanhos, tornando a compra de novos exemplares uma decisão tática para o sucesso da safra.
O roteiro de eventos percorre as principais regiões produtoras do Estado, começando pela fronteira e seguindo por polos tradicionais:
Além do foco comercial, as exposições são fundamentais para o fortalecimento da comunidade rural. O presidente da Arco ressalta que a organização desses eventos envolve um esforço conjunto de sindicatos e entidades, promovendo mostras de artesanato, julgamentos de raças e campeonatos que valorizam a identidade do produtor gaúcho. A realização dessas feiras reafirma a ovinocultura como uma atividade rentável e central para a economia do Rio Grande do Sul.
Fonte: Portal do Agronegócio
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