Publicado em: 29/01/2026 às 10:20hs
O Extremo Oeste de Santa Catarina deu um passo decisivo para o fortalecimento da ovinocaprinocultura regional. O lançamento do Projeto Ovinocaprinocultura Regional Extremo Oeste, realizado nesta terça-feira (27), na Fazenda Dois Irmãos, em Dionísio Cerqueira, reuniu produtores rurais, lideranças, prefeitos e representantes de diversas instituições ligadas ao agro.
A iniciativa busca organizar e expandir a cadeia produtiva por meio da integração entre produtores, indústria e mercado, priorizando gestão, qualificação técnica, genética, sanidade e comercialização.
O evento contou com a presença de representantes do Sebrae/SC, Senar, Faesc, Secretaria de Estado da Agricultura e entidades regionais, demonstrando o engajamento coletivo na estruturação da atividade.
Durante a cerimônia, os organizadores destacaram que o projeto tem como meta tornar a ovinocaprinocultura uma atividade economicamente viável e sustentável, capaz de gerar renda e oportunidades no campo.
Segundo Paulo Gregianin, coordenador da Câmara Setorial da Ovinocaprinocultura de Santa Catarina e consultor técnico do Sebrae/SC, o trabalho será realizado com base em eixos estratégicos que incluem melhoramento genético, sanidade animal, gestão de propriedades e acesso ao mercado consumidor.
“A ovinocaprinocultura pode ser uma atividade complementar ou principal nas propriedades, desde que tratada com planejamento, gestão e visão de mercado. Estamos avançando na articulação institucional e na aproximação entre produtores e indústria”, afirmou Gregianin.
Atualmente, o projeto atende diretamente 90 produtores em municípios como Dionísio Cerqueira, Guarujá do Sul, São José do Cedro, Anchieta, Guaraciaba e Princesa.
Quando somadas as ações do projeto estadual e da Assistência Técnica e Gerencial (Ateg), o número chega a 150 produtores acompanhados, com foco em boas práticas de manejo, gestão e genética.
Gregianin destacou que as iniciativas também têm impacto indireto em toda a região, impulsionando o desenvolvimento técnico e mercadológico.
Para o vice-presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/SC e da Faesc, Antônio Marcos Pagani de Souza, a integração entre entidades é essencial para o sucesso do projeto.
“A parceria entre Sebrae, Senar e outras instituições amplia as oportunidades de renda no campo, com foco em gestão, organização e assistência técnica. O projeto cria as condições para transformar a criação de ovinos e caprinos em um negócio rentável e competitivo”, afirmou Pagani.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, complementou que o plano se apoia em três pilares fundamentais: produção, indústria e mercado.
“Santa Catarina ainda importa parte da carne ovina consumida, e há um enorme potencial de crescimento. Com manejo adequado, produtividade e sanidade, o estado pode se tornar referência nacional na produção de carne e leite caprino e ovino”, destacou Zanuzzi.
Representando o governador Jorginho Mello, o secretário adjunto da Agricultura, Ademir Dalla Corte, ressaltou que o fortalecimento da cadeia produtiva depende da organização e representatividade dos produtores.
“Santa Catarina já é referência em diversas cadeias produtivas, e a ovinocaprinocultura tem potencial para se tornar uma importante alternativa de diversificação nas propriedades. A união entre produtores, entidades e poder público é o caminho para transformar o potencial em resultado”, afirmou.
Dalla Corte também destacou a importância das Câmaras Setoriais como espaços de diálogo e construção de políticas públicas eficazes para o campo.
O anfitrião do evento, Luiz Antônio Dal Magro, produtor rural com quase três décadas de experiência na pecuária, reforçou a relevância da iniciativa.
“Sempre houve interesse na criação de ovinos e caprinos, mas faltava integração entre os elos da cadeia. O projeto vem preencher essas lacunas, trazendo suporte técnico, planejamento e visão de longo prazo. Produzir é possível — o desafio é estruturar e integrar a atividade”, destacou.
Segundo Dal Magro, o apoio técnico do Sebrae/SC e do Senar cria um ambiente propício para que a ovinocaprinocultura se consolide como atividade econômica sólida e sustentável no Extremo Oeste catarinense.
Com o projeto oficialmente lançado, as próximas etapas incluem expansão da assistência técnica, capacitação de novos produtores e fortalecimento da comercialização regional.
O foco é consolidar a ovinocaprinocultura como fonte de renda estável e parte estratégica do agronegócio catarinense, estimulando o consumo local e a industrialização da carne e do leite.
Fonte: Portal do Agronegócio
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