Publicado em: 13/01/2026 às 09:30hs
A crise no setor leiteiro continua a afetar pequenos e médios produtores em todo o país. A autorização do governo federal para a livre importação de leite de países do Mercosul tem pressionado os preços internos, reduzindo a rentabilidade da atividade. Enquanto o custo de produção sobe, o valor pago ao produtor segue em queda — uma combinação que vem sufocando a cadeia produtiva.
Tradicionalmente, a pecuária leiteira é uma das poucas alternativas de renda estável para pequenos proprietários rurais. No entanto, diante do cenário atual, muitos produtores têm sido obrigados a reduzir custos, adiar investimentos e, em alguns casos, abandonar a atividade.
Para acompanhar de perto a realidade do campo, o Rally Cocamar de Produtividade visitou recentemente o município de Tuneiras do Oeste, localizado na região Noroeste do Paraná, às margens da BR-487, a Estrada Boiadeira.
Na região, a pecuária leiteira é conduzida majoritariamente por pequenos produtores, que enfrentam um desafio diário para manter a atividade rentável.
O produtor Ézio Marques Ferreira, dono de 17 hectares e com 62 vacas (41 em lactação), produz cerca de 1.000 litros de leite por dia. Segundo ele, para cobrir custos e obter lucro, o preço pago ao produtor deveria ser de pelo menos R$ 2,50 por litro.
“Hoje, o leite está entre R$ 1,90 e R$ 2,10. É queda em cima de queda. Essa é uma das piores crises que já enfrentei”, lamenta.
Há cinco anos, Ézio ampliou o rebanho — de 22 para 62 vacas —, mas a queda dos preços o obrigou a dispensar funcionários e cortar gastos. Mesmo assim, encontrou na Ração Cocamar 25% Top uma aliada para manter a produtividade.
Com orientação do balconista Rafael Krauss, da unidade local da cooperativa, Ézio passou a usar a ração da Cocamar e observou um salto de 20% na produção, passando de 800 para 1.000 litros diários.
“Os animais ficaram mais bem nutridos e saudáveis. Isso fez toda a diferença”, relata o produtor, que consome cerca de 350 sacas de ração por mês.
De acordo com o médico-veterinário Tiago Gimenes, da Cocamar, a alimentação adequada tem impacto direto na saúde, reprodução e produtividade das vacas.
“Quando o animal está bem nutrido, ele produz mais leite e também se reproduz com maior frequência. A vaca precisa estar saudável para parir e manter a lactação”, explica.
Outro produtor da região, Robson Sakurada, possui 30 vacas (22 em lactação) em uma área de 8,5 hectares, com produção média de 435 litros por dia. Ele conta que tentou reduzir custos trocando a Ração Cocamar por uma marca mais barata, mas logo percebeu o erro.
“No início parecia boa, mas depois a qualidade caiu e a produção despencou de 350 para 250 litros. Voltei para a Cocamar e tudo voltou ao normal. O barato sai caro”, destaca.
Com planos de ampliar o rebanho e construir um novo barracão, Robson teve de suspender os investimentos devido à crise, mantendo a operação apenas com os recursos atuais.
O produtor Rogério Paulo da Silva, de 12 hectares, mantém 20 vacas (16 em lactação) e produz cerca de 200 litros diários. Após ouvir recomendações de outros produtores, decidiu testar a Ração Cocamar.
“Comprei 15 sacas para experimentar e me surpreendi. Já na terceira entrega, a produção subiu de pouco mais de 400 para 600 litros. Meus colegas achavam que era milagre”, brinca.
O relato reforça a importância da nutrição animal de qualidade como diferencial competitivo em um momento de margens apertadas para o setor.
Segundo o balconista Rafael Krauss, o aumento na procura pela Ração Cocamar em Tuneiras do Oeste foi expressivo: as vendas cresceram 85% em um ano.
“Os produtores veem resultados e comentam com os colegas. Esse boca a boca fortalece a confiança na marca e aumenta o interesse pelo produto”, afirma.
A experiência dos produtores paranaenses mostra que investir em manejo nutricional eficiente e em produtos de qualidade pode ser decisivo para enfrentar a instabilidade do mercado.
Mesmo diante de preços baixos e custos altos, o uso de rações balanceadas como as da Cocamar tem permitido manter a produção estável e reduzir perdas, oferecendo uma alternativa concreta de sobrevivência para a pecuária leiteira familiar.
Fonte: Portal do Agronegócio
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