Publicado em: 19/05/2026 às 10:00hs
A evolução da produção de leite na região de Castro (PR) se tornou um dos principais exemplos de transformação produtiva do agronegócio brasileiro. Em uma década, a atuação da Castrolanda mais que dobrou o volume produzido, alcançando mais de 536 milhões de litros anuais e consolidando a cooperativa como referência nacional em eficiência, qualidade e gestão leiteira.
A atividade leiteira em Castro começou a ganhar força a partir da década de 1950, impulsionada pela chegada de imigrantes holandeses. Desde então, o setor passou por uma profunda modernização, saindo de um modelo tradicional para um sistema intensivo em tecnologia, genética e gestão profissional.
Nesse contexto, a Castrolanda desempenhou papel decisivo ao estruturar uma cadeia produtiva baseada em cooperação, conhecimento técnico e inovação contínua, fatores que hoje sustentam o protagonismo da região no cenário nacional.
Os dados da cooperativa mostram a dimensão da expansão:
Na última década, o crescimento foi de aproximadamente 119%, refletindo ganhos de escala, profissionalização dos produtores e avanços na eficiência produtiva.
Segundo o coordenador do Pool Leite da Castrolanda, Agnaldo Bonfim Brandt, parte desse avanço também está relacionada a movimentos de integração de produtores ao sistema cooperativista. Ele destaca, porém, que o crescimento é sustentado principalmente pela evolução técnica contínua das propriedades.
O avanço da produção veio acompanhado de uma mudança estrutural importante: redução no número de produtores e aumento da escala das propriedades.
Ainda assim, a eficiência não depende exclusivamente do tamanho da fazenda. Há pequenas propriedades altamente produtivas dentro do sistema cooperativista, reforçando que gestão e tecnologia são fatores decisivos.
Além do crescimento em volume, a qualidade do leite se tornou um dos principais diferenciais da Castrolanda.
Dois indicadores são fundamentais nesse desempenho:
Os números mostram um padrão sanitário elevado e consistente, resultado de manejo rigoroso e assistência técnica contínua.
Mesmo com a forte expansão do volume produzido, os indicadores de sólidos do leite se mantiveram estáveis:
O equilíbrio reforça a eficiência do sistema produtivo, mesmo em cenário de crescimento acelerado.
De acordo com Agnaldo Bonfim Brandt, o desempenho da cadeia leiteira está diretamente ligado ao perfil altamente profissional dos produtores.
O uso de tecnologias em genética, nutrição e manejo é constante, com forte investimento em:
O bem-estar animal, segundo o coordenador, passou a ocupar papel central na produtividade e na qualidade final do leite.
Um dos diferenciais do sistema cooperativista é o modelo de remuneração ao produtor.
O formato adotado pela Castrolanda oferece previsibilidade e incentivos diretos:
Esse modelo fortalece o planejamento das propriedades e favorece investimentos de longo prazo.
A organização logística também é um dos pontos fortes da cooperativa.
O Pool Leite registra uma eficiência de 255 litros por quilômetro rodado, índice considerado elevado para padrões nacionais. Isso é resultado da concentração de produtores e do alto volume por propriedade, o que reduz custos e otimiza a operação industrial.
A região de Castro se destaca não apenas pelos números, mas pelo ambiente favorável à produção:
Esse conjunto de fatores mantém a região como uma das mais importantes bacias leiteiras do Brasil.
A supervisora da assistência técnica da Castrolanda, Letícia Gamarano Pires, destaca que o desempenho da cooperativa é resultado da integração entre produtores e equipe técnica.
Segundo ela, o acompanhamento contínuo envolve:
Esse trabalho conjunto fortalece a padronização, a eficiência e a evolução constante do sistema produtivo.
O crescimento da produção de leite da Castrolanda ao longo da última década reflete um modelo baseado em tecnologia, gestão profissional e cooperação. Mais do que volume, a cooperativa se destaca pela qualidade superior do leite e pela eficiência de toda a cadeia produtiva, consolidando Castro (PR) como referência nacional e internacional no setor lácteo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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