Publicado em: 19/01/2026 às 15:00hs
A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) encerrou 2025 com resultados contrastantes em suas principais atividades. Enquanto o número de classificações lineares registrou um salto de 272,54%, os serviços de registro animal e controle leiteiro apresentaram retração, refletindo o impacto da crise no setor leiteiro gaúcho.
Segundo dados divulgados pela entidade, 5.256 animais estiveram sob controle leiteiro, com a realização de 63.072 controles, e 10.007 animais foram registrados. Já 4.355 animais passaram por classificação linear, impulsionados pela adesão de 90 produtores e pelo reforço técnico da associação.
Apesar do bom desempenho nas classificações, o levantamento mostra uma queda de 21,19% nos registros e de 18,5% no controle leiteiro em relação a 2024. De acordo com o presidente da Gadolando, Marcos Tang, os números evidenciam os desafios enfrentados pelos produtores de leite ao longo do ano.
“O cenário foi difícil, mas a maioria dos nossos associados manteve o trabalho de registro, controle e classificação. O aumento nas classificações demonstra o esforço dos produtores e a eficiência do nosso corpo técnico, que foi ampliado para atender a essa demanda”, ressaltou Tang.
Tang destacou que a retração já era esperada, considerando os impactos acumulados dos últimos anos. Entre os principais fatores, ele cita as condições climáticas adversas, como estiagens e enchentes, que prejudicaram a produção de alimentos para o gado.
A situação se agravou a partir de agosto de 2025, com a forte queda na remuneração do leite pago ao produtor, o que comprometeu ainda mais a sustentabilidade das propriedades rurais. “Vivemos uma das piores crises do setor leiteiro. Nesse contexto, a redução nos serviços é um reflexo natural da realidade dos produtores”, afirmou o presidente.
Mesmo diante das dificuldades, a Gadolando mantém otimismo para o futuro. Tang acredita em uma estabilização do setor e aposta na qualidade genética dos rebanhos como fator-chave para a retomada.
“Nossa prioridade é seguir investindo no aprimoramento técnico e no suporte aos criadores. O fortalecimento genético é o caminho para melhorar os indicadores e sustentar a pecuária leiteira gaúcha nos próximos anos”, concluiu.
Fonte: Portal do Agronegócio
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