Publicado em: 13/02/2026 às 11:45hs
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou que o custo de produção do leite em Mato Grosso registrou alta em 2025, reduzindo a rentabilidade dos produtores. Mesmo com leve recuperação no preço pago ao produtor, o aumento das despesas com suplementação e reposição de animais comprometeu a margem líquida da atividade no estado.
Segundo o levantamento do Imea, o Custo Operacional Efetivo (COE) — que considera os gastos diretos da produção — aumentou 3,72% em 2025 em relação ao ano anterior, alcançando R$ 1,46 por litro de leite produzido.
Esses componentes representaram parte significativa do orçamento dos produtores, em um cenário de custos ainda elevados mesmo após a estabilização dos preços de grãos e insumos agrícolas.
Em 2025, o preço médio pago ao produtor em Mato Grosso foi de R$ 2,19 por litro, o que garantiu margem bruta positiva de R$ 0,74 por litro, considerando apenas o COE.
No entanto, quando incluídos os custos de depreciação de equipamentos, mão de obra familiar e investimentos fixos, o Custo Operacional Total (COT) subiu para R$ 2,39 por litro.
Com isso, a margem líquida ficou negativa em R$ 0,19 por litro, indicando que parte dos produtores operou abaixo do ponto de equilíbrio financeiro.
“Mesmo com uma leve recuperação no preço pago ao produtor, o aumento dos custos de reposição e suplementação comprometeu a lucratividade da atividade”, destaca o Imea.
Apesar do cenário de margens apertadas, o Imea projeta melhora gradual nas condições de rentabilidade nos próximos meses. A redução dos preços de insumos importantes, como milho e farelo de soja, tende a aliviar parte dos custos de alimentação do rebanho.
Além disso, o aumento da produção de leite no último trimestre de 2025 contribuiu para diluir despesas fixas, criando expectativa de melhora nas margens no início de 2026, caso o ritmo de produtividade se mantenha.
O cenário reforça a necessidade de gestão de custos eficiente e diversificação de fontes de receita por parte dos produtores. A adoção de práticas como o uso de pastagens mais produtivas, controle nutricional e investimento em genética de rebanho pode ajudar a reduzir despesas e aumentar a eficiência da produção.
Além disso, programas de assistência técnica e cooperativismo continuam sendo aliados estratégicos para pequenos e médios produtores, que enfrentam maior vulnerabilidade em períodos de aumento de custos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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