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Bovinos de Corte

Restrições da União Europeia reforçam debate sobre rastreabilidade e nutrição animal no Brasil

Diretor da BIOCHEM defende maior uso de soluções naturais, capacitação das equipes e integração da cadeia produtiva para atender às exigências do mercado europeu.


Publicado em: 05/10/2026 às 07:03hs

Restrições da União Europeia reforçam debate sobre rastreabilidade e nutrição animal no Brasil

As restrições da União Europeia às importações de produtos de origem animal do Brasil reforçam a necessidade de aprimorar os controles de produção e a rastreabilidade nas cadeias de proteína animal. Na avaliação de Paulo Ricardo Oliveira, diretor LATAM da BIOCHEM, esse cenário também deve estimular a adoção de soluções naturais na nutrição e o treinamento dos profissionais que atendem os produtores.

A suspensão das importações de carnes brasileiras entrou em vigor em 3 de setembro, relacionada à insuficiência das garantias apresentadas pelo país sobre o cumprimento das exigências europeias para o uso de antimicrobianos. reuters.com

Nas cadeias de carne de aves e mel, uma auditoria europeia avaliou favoravelmente os controles brasileiros. O parecer representa um avanço no processo de retomada das exportações, mas depende da conclusão das etapas regulatórias do bloco. economia.uol.com.br

Exigências europeias aumentam atenção aos processos produtivos

Para Oliveira, o impacto comercial das restrições evidencia a importância de demonstrar como os alimentos são produzidos. O executivo destaca que a União Europeia representa um mercado comprador superior a US$ 1 bilhão por ano somente para a carne bovina brasileira.

Segundo ele, atender às exigências dos compradores demanda segurança sobre os processos, rastreabilidade e adequação às restrições ao uso de antimicrobianos como promotores de crescimento.

Na avaliação do diretor, a resposta brasileira precisa envolver toda a cadeia, desde os fornecedores de insumos até produtores e agroindústrias, com atenção à gestão e à execução das práticas no campo.

Soluções naturais devem integrar o manejo nutricional

Oliveira cita prebióticos, probióticos, minerais orgânicos e enzimas entre as ferramentas disponíveis para a nutrição animal. Para o executivo, porém, a incorporação desses recursos deve fazer parte de um planejamento mais amplo da produção.

A proposta envolve combinar o manejo nutricional com melhorias nos processos e capacitação das equipes. Segundo ele, os profissionais que atuam nas propriedades precisam estar preparados para orientar ajustes de acordo com as necessidades dos produtores e dos mercados atendidos.

“Nesse movimento, o manejo nutricional tem de ser priorizado”, afirma Oliveira.

Integração entre fornecedores e produtores ganha importância

O diretor da BIOCHEM também defende maior aproximação entre empresas de insumos, produtores e agroindústrias. Em sua avaliação, essa relação deve oferecer suporte técnico para que as adequações exigidas pelos clientes sejam incorporadas à rotina produtiva.

“É preciso fortalecer ainda mais a relação de confiança”, ressalta.

Para Oliveira, o trabalho conjunto permite alinhar as soluções nutricionais às demandas comerciais e aos procedimentos adotados em cada etapa da cadeia.

Capacitação é prioridade para a atuação no campo

Segundo o executivo, a BIOCHEM pretende ampliar sua presença no mercado brasileiro apoiada em treinamento contínuo, assistência técnica e experiência internacional em nutrição animal.

Oliveira aponta a qualificação da equipe como um dos pilares dessa estratégia. Na sua avaliação, a adaptação às exigências dos compradores depende tanto das ferramentas disponíveis quanto da capacidade dos profissionais de orientar sua aplicação nas propriedades.

Fonte: Portal do Agronegócio

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