Publicado em: 20/01/2026 às 12:40hs
O mercado do boi gordo iniciou a semana com preços praticamente estáveis nas principais praças pecuárias do país. Segundo dados da Scot Consultoria e do CEPEA/ESALQ, a arroba do boi gordo em São Paulo é negociada entre R$ 318,00 e R$ 322,00, sem variações significativas em relação à semana anterior.
O ritmo lento de negócios e a oferta restrita de animais têm mantido o mercado em equilíbrio, com poucos negócios fechados e frigoríficos atuando de forma seletiva nas compras.
Em São Paulo, as escalas de abate atendem, em média, de sete a oito dias, o que reflete o volume limitado de oferta. No Sudeste de Rondônia, a situação é semelhante — parte dos frigoríficos ainda está fora das compras, fator que colabora para a manutenção das cotações.
De acordo com analistas, os pecuaristas continuam cautelosos nas vendas, aguardando sinais mais claros de movimentação no mercado para o restante do mês.
No atacado, o comportamento do mercado de carne bovina segue dentro do padrão esperado para o período. Com o consumo mais contido após as festas de fim de ano, houve redução nos pedidos de reposição de estoques e menor ritmo de vendas.
A carcaça casada do boi capão manteve-se estável, enquanto a carcaça do boi inteiro registrou alta de 1,6%, equivalente a R$ 0,35/kg. Entre as fêmeas, a carcaça da vaca valorizou 0,7% (+R$ 0,15/kg), e a carcaça da novilha teve leve recuo de 0,5% (-R$ 0,10/kg).
Esse equilíbrio entre oferta e demanda tem evitado movimentos bruscos nos preços, reforçando o cenário de estabilidade do setor.
O mercado de carnes alternativas apresentou queda nos preços nesta semana. O frango médio recuou 3,6%, uma baixa de R$ 0,25/kg, enquanto o suíno especial teve desvalorização de 4,8%, ou R$ 0,60/kg.
Com a menor demanda no varejo e a concorrência com a carne bovina, os preços dessas proteínas seguem pressionados em todo o país.
A Scot Consultoria projeta que o cenário de estabilidade continue nos próximos dias, com poucos pedidos de reposição e ritmo moderado de negócios. A segunda quinzena de janeiro costuma apresentar menor movimentação na ponta final da cadeia, o que tende a manter os preços firmes, porém sem tendência de alta no curto prazo.
A expectativa é de que as negociações ganhem força apenas em fevereiro, conforme o consumo interno se recupera e os frigoríficos ajustam suas escalas de abate.
Embora o mercado interno siga equilibrado, analistas apontam que o desempenho das exportações e as relações comerciais com a China devem continuar sendo fatores determinantes para a precificação do boi gordo ao longo de 2026. O setor monitora atentamente possíveis mudanças nas regras de importação chinesas, que podem afetar o escoamento da carne brasileira nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
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