Publicado em: 28/04/2026 às 13:30hs
A eficiência na pecuária de corte tem sido cada vez mais analisada sob uma visão sistêmica, em que o desempenho final do animal é resultado direto de todo o seu histórico produtivo — da cria até a terminação.
Segundo especialistas do setor, não é mais adequado tratar as fases de cria, recria e engorda de forma isolada. O desempenho zootécnico e econômico depende da integração entre manejo nutricional, saúde animal e desenvolvimento metabólico ao longo de todo o ciclo.
“Hoje, não faz mais sentido olhar cria, recria e engorda de forma separada. O desempenho final é consequência de tudo o que foi construído desde o início da vida do animal”, afirma Aline Allegretti, gerente de linha de produtos da Ceva Saúde Animal.
A fase de cria vai muito além da sobrevivência e do ganho de peso inicial. Trata-se de um período decisivo para a formação da base metabólica e imunológica dos bezerros, que impactará diretamente seu desempenho nas etapas seguintes.
Desafios como variações nutricionais, estresse ambiental e pressão sanitária podem comprometer o desenvolvimento inicial, reduzindo a eficiência produtiva ao longo da vida do animal.
Quando bem conduzida, essa fase contribui para maior eficiência alimentar, melhor resposta imunológica e maior taxa de sobrevivência.
“Quando o animal desenvolve bem sua base metabólica, ele responde melhor em todas as fases seguintes”, destaca Aline.
Na recria, o foco está no desenvolvimento muscular e esquelético, etapa essencial para definir o potencial de ganho de peso e a qualidade da carcaça na fase de engorda.
Em sistemas a pasto, no entanto, parte dos nutrientes pode ser degradada no rúmen antes de ser absorvida, o que reduz a eficiência do aproveitamento proteico.
Esse cenário reforça a necessidade de estratégias nutricionais que aumentem a disponibilidade de nutrientes no metabolismo do animal, favorecendo crescimento mais uniforme e maior eficiência produtiva.
Na fase de engorda, a eficiência alimentar se torna fator decisivo para a rentabilidade da atividade pecuária. Pequenas variações na conversão alimentar podem impactar significativamente o resultado econômico da operação.
O objetivo do produtor é acelerar o ganho de peso diário e reduzir o tempo até a terminação, mantendo o padrão de carcaça exigido pelo mercado.
“Com margens cada vez mais ajustadas, o produtor precisa extrair o máximo de eficiência do sistema”, reforça a especialista.
Com o avanço da tecnificação no campo, cresce a adoção de estratégias que complementam a nutrição tradicional e atuam diretamente no metabolismo dos animais.
Soluções injetáveis têm ganhado destaque por garantirem maior disponibilidade de nutrientes, reduzindo perdas associadas ao processo digestivo ruminal.
Entre essas ferramentas, destaca-se o uso de suplementos com ação metabólica integrada ao longo do ciclo produtivo.
Produtos com suporte metabólico contínuo têm sido utilizados como ferramenta para potencializar o desempenho em todas as fases da pecuária de corte.
Soluções formuladas com aminoácidos, minerais e nutrientes biodisponíveis atuam desde a cria até a engorda, contribuindo para imunidade, crescimento estrutural e melhor conversão alimentar.
“A proposta é entregar ao animal o que ele precisa, no momento certo, para atravessar cada etapa do crescimento com melhor desempenho”, explica Aline Allegretti.
A tendência no setor é a consolidação de sistemas produtivos integrados, nos quais nutrição, manejo e suporte metabólico trabalham de forma conjunta.
Mais do que ganhos pontuais, o foco da pecuária moderna está na construção de eficiência contínua ao longo do ciclo produtivo, fator considerado essencial para sustentabilidade e rentabilidade da atividade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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