Publicado em: 20/03/2026 às 16:30hs
O mercado de boi gordo no Brasil registrou negociações acima da média em diversas praças, impulsionado principalmente pela restrição de oferta. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário atual dificulta a evolução das escalas de abate, que operam entre cinco e sete dias úteis na média nacional, sustentando os preços ao longo de março.
Na modalidade a prazo, os valores praticados em 19 de março foram:
O mercado ainda apresenta alta volatilidade, impactado pelo conflito no Oriente Médio, elevação dos preços de combustíveis e variação da cota chinesa, fatores que tornam os futuros do boi gordo na B3 erráticos.
No mercado atacadista, a limitação para elevação de preços evidencia a competitividade das proteínas concorrentes.
Segundo Iglesias, a estabilidade indica que, apesar da alta no mercado físico, o atacado enfrenta pressão por parte de outras proteínas, mantendo os preços sob controle.
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada alcançaram US$ 666,888 milhões nos 10 primeiros dias úteis de março, com média diária de US$ 66,688 milhões. A quantidade exportada somou 115,678 mil toneladas, média diária de 11,567 mil toneladas, e o preço médio por tonelada ficou em US$ 5.765,00.
Em comparação com março de 2025, houve:
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, refletindo o bom desempenho do setor mesmo diante da volatilidade interna e externa.
A combinação de oferta restrita, volatilidade global e demanda externa mantém o mercado de boi gordo aquecido. Produtores, frigoríficos e exportadores monitoram de perto fatores climáticos, geopolíticos e de logística, que podem influenciar tanto a evolução das escalas de abate quanto a competitividade da carne brasileira no cenário internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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