Bovinos de Corte

Mercado do boi gordo segue estável em São Paulo, com ritmo lento e perspectivas de firmeza nos preços ao longo de 2026

Com vendas internas mais fracas e oferta ajustada, arroba do boi gordo mantém estabilidade; exportações seguem em bom ritmo e ajudam a sustentar o mercado


Publicado em: 21/01/2026 às 14:40hs

Mercado do boi gordo segue estável em São Paulo, com ritmo lento e perspectivas de firmeza nos preços ao longo de 2026
Foto: Diego Vargas
Negociações lentas e estabilidade nas cotações em São Paulo

O mercado físico do boi gordo em São Paulo iniciou 2026 com negociações lentas e preços estáveis, refletindo o arrefecimento nas vendas de carne bovina no mercado interno. Com o consumo doméstico mais fraco, os frigoríficos que atuam no mercado interno reduziram o ritmo de compras, negociando de forma mais cautelosa.

Por outro lado, as indústrias exportadoras mantiveram demanda firme, aproveitando a boa performance do mercado internacional, o que tem contribuído para evitar quedas mais expressivas nas cotações.

Produtores resistem à pressão e sustentam equilíbrio no mercado

Do lado do produtor, há resistência às tentativas de desvalorização da arroba, com oferta controlada de animais prontos para o abate. Essa combinação de demanda mais contida e oferta ajustada tem mantido o mercado equilibrado, resultando em estabilidade nos preços em São Paulo e em outras praças do Centro-Sul.

Segundo levantamento de mercado, os preços no físico seguem próximos dos patamares de dezembro, demonstrando sustentação mesmo diante da cautela nas compras industriais.

Cotações se mantêm firmes e futuro indica leve tendência de alta

Na B3 (Bolsa de Valores do Brasil), os contratos futuros do boi gordo seguem negociados com leve tendência de valorização. As principais posições para os meses de janeiro a abril de 2026 registram médias entre R$ 317 e R$ 321 por arroba, conforme dados de mercado.

No físico paulista, a arroba é negociada próxima de R$ 323,00, com variações pontuais entre as regiões. Já em estados como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, os preços oscilam levemente abaixo desse patamar, mas ainda em linha com o cenário de mercado firme e oferta controlada.

Exportações de carne bovina sustentam o setor em início de ano

No mercado externo, o Brasil mantém ritmo forte nas exportações de carne bovina, fator que ajuda a dar sustentação ao preço da arroba. Segundo dados parciais de janeiro, o país exportou cerca de 126,3 mil toneladas de carne bovina in natura até a terceira semana do mês — avanço de 40% na média diária em relação a janeiro de 2025.

A cotação média da tonelada exportada ficou próxima de US$ 5,5 mil, aumento de 10,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, o que reforça o bom momento do setor no mercado internacional.

Perspectivas para o boi gordo em 2026 são positivas

Especialistas do setor apontam que o início de 2026 deve ser marcado por estabilidade e viés de alta gradual nos preços, com o mercado sustentado por uma oferta mais ajustada e pela demanda externa aquecida.

A expectativa é de que, ao longo do primeiro semestre, o mercado ganhe ritmo com o avanço das exportações e o possível reaquecimento do consumo interno, contribuindo para um cenário mais firme para o preço da arroba.

Fonte: Portal do Agronegócio

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