Publicado em: 03/03/2026 às 12:00hs
O mercado do boi gordo iniciou o mês de março com valorização nas praças paulistas, sustentado por vendas internas acima do esperado e exportações aquecidas, segundo levantamento da Scot Consultoria. A consultoria aponta que a arroba do boi gordo e da novilha acumula alta média de R$ 2,00/@ neste início de mês.
A oferta restrita de animais prontos para o abate e a cautela nas negociações mantêm o mercado firme. As escalas de abate seguem curtas, com média de seis dias, e negócios continuam sendo fechados acima das referências.
No mercado atacadista de carne bovina com osso, houve redução nos pedidos de reposição de estoques na última semana de fevereiro, reflexo de um consumo interno mais moderado. Ainda assim, o volume de vendas segue acima das expectativas para o período, mantendo o mercado estável e sustentando as cotações das carcaças casadas.
A firmeza dos preços da arroba repercute diretamente nos valores do atacado, que registraram avanço em todos os cortes avaliados pela consultoria.
Os preços das carcaças casadas voltaram a subir, acompanhando o movimento positivo do mercado físico. As variações mais recentes mostram:
A expectativa é de bom ritmo de vendas nesta semana, o que deve manter as cotações firmes no curto prazo.
Enquanto o mercado bovino mostra reação, as proteínas alternativas seguem em movimento de baixa. O preço do frango médio caiu 3,3% (≈ R$ 0,21/kg), enquanto o suíno especial recuou 1,0% (≈ R$ 0,10/kg).
A pressão de oferta e o ritmo mais lento de consumo interno explicam a retração, que acaba favorecendo a competitividade da carne bovina no varejo.
Na B3, o contrato futuro do boi gordo com vencimento em fevereiro de 2026 (código BGIG26) foi liquidado no final de fevereiro, cotado em R$ 350,57/@. Os indicadores da Cepea e da Scot Consultoria encerraram o mês praticamente alinhados, em R$ 351,36/@ e R$ 351,35/@, respectivamente.
Mesmo com o início de março mostrando preços firmes, o mercado futuro apresenta leve ajuste técnico, refletindo cautela dos agentes diante de uma possível ampliação da oferta ao longo do ano.
Analistas do setor destacam que as exportações brasileiras de carne bovina devem seguir em ritmo elevado neste trimestre, com destaque para os embarques à China e aos Estados Unidos. A combinação entre demanda internacional sólida e oferta restrita de animais terminados deve manter a firmeza nas cotações no curto prazo.
Entretanto, o setor monitora atentamente fatores como o custo de produção e possíveis ajustes climáticos que podem influenciar o desempenho das pastagens e, consequentemente, a oferta de gado no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
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