Bovinos de Corte

Mercado do boi encerra janeiro com preços firmes e tendência de alta, aponta Cepea

Oferta restrita de animais impulsiona reajustes nas cotações, enquanto o consumo mais fraco no fim do mês limita avanços no atacado


Publicado em: 29/01/2026 às 11:50hs

Mercado do boi encerra janeiro com preços firmes e tendência de alta, aponta Cepea
Foto: CNA
Oferta restrita mantém preços do boi firmes no fim de janeiro

O mercado pecuário brasileiro terminou o mês de janeiro com preços e volume de negócios em patamares firmes, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). Em diversas regiões do país, os valores da arroba apresentaram reajustes, resultado direto da oferta limitada de animais prontos para o abate.

Com a necessidade de completar as escalas de abate, frigoríficos têm aceitado os preços pedidos pelos pecuaristas, o que contribui para sustentar o movimento de alta nas cotações.

Arroba se mantém entre R$ 325 e R$ 330 em São Paulo

No estado de São Paulo, principal referência do mercado nacional, o Cepea aponta que os negócios têm sido fechados, em média, entre R$ 325 e R$ 330 por arroba. Esse patamar reforça a firmeza observada nas negociações ao longo de janeiro, mesmo diante de oscilações pontuais em outras praças pecuárias.

Carne com osso perde fôlego no atacado da Grande São Paulo

Enquanto o boi gordo mantém preços firmes, o mercado atacadista de carne com osso na Grande São Paulo apresentou leve enfraquecimento nos últimos dias do mês. De acordo com o Cepea, os cortes que vinham registrando valorização passaram a enfrentar resistência dos consumidores, reflexo do menor poder de compra no período de pagamento de impostos, como o IPVA, e do fim do mês, quando o consumo tende a diminuir.

Perspectivas: tendência de alta segue no radar

Apesar da leve retração no atacado, o cenário geral segue positivo para o pecuarista. A oferta limitada de animais e a demanda estável dos frigoríficos sustentam a perspectiva de manutenção — e até mesmo avanço — dos preços nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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