Publicado em: 25/03/2026 às 09:00hs
A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o apoio à rastreabilidade bovina, destacando que o sistema deve se tornar cada vez mais exigido pelos compradores de carne brasileira no mercado internacional. A iniciativa acompanha ações da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul para ampliar o controle sobre os rebanhos.
Segundo José Arthur Martins, vice-presidente técnico da Febrac, alguns mercados já adotam exigências relacionadas à rastreabilidade, considerando o sistema uma ferramenta de transparência e segurança. “Eles estão vendo com bons olhos todo esse projeto desenvolvido pelo Rio Grande do Sul, em parceria com a Secretaria da Agricultura, da qual a Febrac também participa e apoia ativamente”, afirma.
A rastreabilidade permite acompanhar cada animal desde o nascimento até o abate, registrando informações essenciais como:
O sistema oferece controle sanitário rigoroso, transparência na cadeia produtiva e atende às exigências de importadores internacionais. Além disso, facilita respostas rápidas em casos de surtos de doenças.
Apesar das vantagens, a adoção do sistema enfrenta entraves, principalmente entre pequenos e médios produtores. Martins destaca que custos elevados e adaptação às tecnologias exigidas ainda são barreiras significativas para esses segmentos.
O dirigente da Febrac ressalta que a rastreabilidade deixou de ser um item secundário e passou a ser uma necessidade estratégica. “Ela está diretamente relacionada à biosseguridade e à garantia da segurança alimentar da proteína animal que chega ao consumidor”, pontua.
A Febrac acompanha de perto o projeto conduzido pela Seapi, que implementa rastreabilidade em rebanhos selecionados no estado. Segundo Martins, o apoio da entidade é fundamental para testar e consolidar o modelo que pode ser expandido a outros rebanhos e regiões do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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