Publicado em: 13/03/2026 às 13:00hs
A presença de ectoparasitas é um dos fatores que mais comprometem o desempenho produtivo do rebanho bovino. Na pecuária brasileira, esses agentes raramente atuam de forma isolada. Carrapatos, mosca-dos-chifres, mosca-dos-estábulos, berne e bicheiras costumam compartilhar o mesmo ambiente e utilizar o bovino como hospedeiro, provocando impactos acumulados que afetam diretamente a produtividade.
Essa combinação de parasitas provoca perda de energia, queda no ganho de peso e redução da eficiência alimentar, fatores que acabam comprometendo a rentabilidade da atividade pecuária.
Entre os ectoparasitas que afetam os bovinos, o carrapato Rhipicephalus microplus é considerado o mais prevalente e um dos principais responsáveis por perdas econômicas no setor.
Estimativas apontam que os prejuízos causados por esse parasita ultrapassam US$ 3,24 bilhões por ano na pecuária brasileira. No entanto, esse valor representa apenas parte do impacto total, já que outros parasitas frequentemente infestam os animais simultaneamente.
Um estudo sobre o impacto dos parasitas na produção pecuária indica que as perdas anuais combinadas — incluindo ectoparasitas e nematódeos gastrointestinais — podem chegar a US$ 13,96 bilhões no Brasil.
De acordo com Alex Souza, gerente de serviços veterinários da Unidade de Ruminantes da Ceva Saúde Animal, compreender a atuação simultânea desses agentes é essencial para avaliar os prejuízos reais na produção.
Segundo o especialista, a infestação raramente ocorre por apenas um parasita.
“A presença de um parasita dificilmente acontece de forma isolada. No campo, observamos uma interação constante entre diferentes agentes, cada um impondo um tipo de desafio ao organismo do animal. O impacto produtivo resulta da soma dessas agressões”, explica.
Quando múltiplos ectoparasitas infestam o mesmo animal, o organismo passa a direcionar energia para lidar com irritação, dor e processos inflamatórios, em vez de convertê-la em produção de carne ou leite.
O carrapato provoca diversos efeitos negativos no metabolismo dos bovinos. Entre os principais impactos estão:
Em casos mais graves, a infestação pode levar até à morte do animal.
Além disso, o carrapato atua como vetor da Tristeza Parasitária Bovina (TPB), um complexo de doenças que inclui babesiose e anaplasmose, responsáveis por importantes perdas produtivas no rebanho.
Outros ectoparasitas também exercem forte impacto na saúde e no comportamento dos animais.
A mosca-dos-chifres (Haematobia irritans) provoca dezenas de picadas por minuto, o que altera o comportamento dos bovinos e reduz o tempo dedicado ao pastejo e à ruminação.
Já o berne, causado pela larva da Dermatobia hominis, gera dor e lesões cutâneas, além de exigir gasto energético para cicatrização. Essa infestação também pode causar prejuízos na qualidade do couro e no ganho de peso.
Outro problema relevante é a bicheira, causada pela Cochliomyia hominivorax. As larvas desse inseto se alimentam de tecido vivo, agravando feridas, aumentando a inflamação e elevando o risco de infecções secundárias.
A mosca-dos-estábulos (Stomoxys calcitrans) também provoca irritação intensa, perda sanguínea e estresse nos animais, reduzindo a produção de leite e o ganho de peso, especialmente em ambientes com alta presença de matéria orgânica.
Quando esses parasitas atuam simultaneamente, a fisiologia do animal passa a priorizar a defesa do organismo, o que afeta diretamente o desempenho produtivo.
Esse cenário explica problemas frequentemente observados nas fazendas, como:
Segundo Alex Souza, cada reação do organismo contra esses parasitas representa perda de energia produtiva.
“Toda energia utilizada para lidar com dor, irritação ou inflamação é energia que deixa de ser convertida em carne ou leite”, ressalta.
A prevenção continua sendo a principal estratégia para minimizar os impactos causados pelos ectoparasitas. O controle mais eficiente envolve um manejo integrado, que combina o uso de antiparasitários com práticas de manejo ambiental.
Entre as principais medidas recomendadas estão:
Essas ações ajudam a reduzir a carga parasitária e contribuem para melhorar a produtividade e o bem-estar dos animais.
Diante da diversidade de parasitas presentes nas fazendas, especialistas destacam a importância de produtos com amplo espectro de ação e alta eficácia.
Com foco nesse desafio, a Ceva Saúde Animal disponibiliza o FIPROLINE DUO®, desenvolvido para o controle dos principais ectoparasitas que afetam os bovinos.
O produto é formulado com Fipronil a 3%, concentração três vezes superior às formulações tradicionais de 1%, o que permite tratar mais animais com o mesmo volume de produto.
O FIPROLINE DUO® é indicado para o controle de diferentes ectoparasitas, incluindo:
O produto pode ser aplicado tanto na modalidade Pour On quanto Spot On, oferecendo mais praticidade e economia de tempo e mão de obra no manejo do rebanho.
Outro diferencial é o período de carência de 67 dias para abate, característica que favorece seu uso em animais na fase de engorda e terminação.
Além de atuar contra diferentes estágios do carrapato, o produto também interfere nos índices reprodutivos das teleóginas, contribuindo para reduzir a infestação nas pastagens.
A formulação proporciona início rápido do controle das infestações, o que melhora o bem-estar animal e contribui para ganhos produtivos.
Para Alex Souza, estratégias integradas de controle parasitário são fundamentais para recuperar o potencial produtivo do rebanho.
“Quando o controle é direcionado para todos os ectoparasitas, o produtor observa rapidamente melhora no comportamento, no consumo e no ganho de peso, refletindo diretamente na rentabilidade da fazenda”, afirma.
Em um cenário em que cada arroba produzida depende de eficiência e manejo adequado, compreender o impacto da ação simultânea dos ectoparasitas torna-se essencial para a pecuária.
Ignorar esses agentes significa permitir que eles continuem retirando, de forma silenciosa, parte importante da produtividade e do bem-estar do rebanho.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias