Publicado em: 10/02/2026 às 10:40hs
O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) começou 2026 com resultados distintos nas duas principais regiões produtoras do país.
No Centro-Oeste, o índice encerrou janeiro em R$ 12,58, uma queda de 0,87% em relação a dezembro, configurando o melhor início de ano desde o início da série histórica.
Já no Sudeste, o ICAP atingiu R$ 12,31, o que representa uma alta de 4,85% frente ao mês anterior. A elevação reflete um ajuste natural, após o registro de mínima histórica em dezembro de 2025.
Na comparação com janeiro de 2025, os custos seguem mais baixos nas duas regiões.
O Centro-Oeste apresenta redução de 11,66% (de R$ 14,24 para R$ 12,58), enquanto o Sudeste registra queda de 3,60% (de R$ 12,77 para R$ 12,31).
O cenário reflete a estabilidade na oferta de grãos e coprodutos no início da safra 2025/26, o que tem contribuído para a manutenção dos custos em níveis controlados.
Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, o Centro-Oeste manteve estabilidade nos custos alimentares.
A dieta de terminação encerrou janeiro a R$ 1.073,06 por tonelada de matéria seca, uma redução de 1,76% frente à média trimestral (R$ 1.092,25).
O aumento de 4,91% nos volumosos foi compensado por reduções em alimentos energéticos (-5,86%) e proteicos (-1,29%), que têm maior peso na composição da dieta.
O destaque regional vai para o milho grão seco, que permanece em patamares competitivos graças ao bom escoamento da safra 2024/25 e às perspectivas positivas para a safra de verão 2025/26.
No Sudeste, o custo da dieta de terminação ficou praticamente estável, com R$ 1.150,92 por tonelada de matéria seca, variação de apenas +0,11% frente ao trimestre anterior.
A região foi beneficiada pela queda de 11,64% nos volumosos, impulsionada pela safra canavieira, que ampliou a disponibilidade de bagaço e silagem de cana.
Os alimentos energéticos também recuaram 1,01%, mas o ICAP mensal subiu devido à renovação dos estoques com compras a preços mais altos no início do ano.
Mesmo com variações nos custos, as margens do confinamento bovino seguem positivas.
Em relação a janeiro de 2025, a lucratividade cresceu 10,44% no Centro-Oeste e 7,99% no Sudeste.
A valorização da arroba do boi gordo, sustentada pelas exportações firmes e mercado interno aquecido, tem garantido bons resultados ao produtor.
Clientes da Ponta Agro relatam melhores condições de reposição, o que ajuda a preservar margens elevadas.
Os custos estimados da arroba produzida indicam R$ 184,61 no Centro-Oeste e R$ 195,40 no Sudeste.
Com base nesses valores, as margens médias por cabeça foram de R$ 949,83 no Centro-Oeste e R$ 1.001,12 no Sudeste.
No entanto, o boi China apresentou resultado inverso: a lucratividade do Centro-Oeste foi 31% superior à do Sudeste, com R$ 1.145,82 contra R$ 871,52, respectivamente.
As estimativas de lucratividade consideram a cotação da arroba balcão, sem bonificações por rastreabilidade, padrão de qualidade ou protocolos específicos de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias