Publicado em: 16/01/2026 às 11:40hs
Mesmo diante de novas barreiras comerciais impostas por grandes compradores, o Brasil manteve em 2025 um desempenho histórico nas exportações de carnes e consolidou sua posição como um dos principais fornecedores globais de proteínas animais.
Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país exportou 3,5 milhões de toneladas de carne bovina, 5,324 milhões de toneladas de frango e 3,619 milhões de toneladas de carne suína — este último, um recorde histórico absoluto.
Com esses resultados, o Brasil manteve a liderança mundial nas exportações de carne de frango e bovina e ocupou a terceira posição global na carne suína, reafirmando seu papel estratégico no comércio internacional de alimentos.
A decisão da China, principal parceira comercial do Brasil, de limitar a 1,1 milhão de toneladas a cota de importação de carne bovina em 2026, não deve comprometer o bom momento do setor.
De acordo com Altair Albuquerque, diretor da Texto Assessoria de Comunicações, mesmo diante de obstáculos como o tarifaço dos Estados Unidos e episódios de gripe aviária, o país vem apresentando crescimento consistente e diversificação de mercados, reduzindo sua dependência de compradores específicos.
“O Brasil construiu uma base sólida de competitividade e ampliou sua presença em mercados alternativos, garantindo estabilidade mesmo em cenários desafiadores”, destaca Albuquerque.
Os números da última década reforçam a trajetória ascendente das exportações brasileiras.
Entre 2016 e 2025, o volume de carne de frango exportado cresceu de 4,384 milhões para 5,324 milhões de toneladas, um aumento de 21,4%. Em receita, o avanço foi ainda maior: de US$ 6,849 bilhões para US$ 9,79 bilhões, alta de 42,9%.
Na carne suína, o crescimento foi ainda mais significativo — as exportações praticamente dobraram, passando de 732 mil toneladas para 1,51 milhão, enquanto a receita saltou de US$ 1,483 bilhão para US$ 3,619 bilhões, uma expansão de 144%.
O desempenho da carne bovina foi o mais expressivo da série histórica. Em 2016, o Brasil exportava 1,4 milhão de toneladas, e em 2025 esse volume chegou a 3,5 milhões de toneladas, representando um aumento de 150%.
O valor das exportações mais do que triplicou em dez anos, passando de US$ 5,5 bilhões para US$ 18 bilhões, um crescimento de 227%.
Esse avanço reflete investimentos em qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade — fatores cada vez mais valorizados no mercado internacional.
A soma dos resultados coloca o Brasil como um dos pilares do abastecimento mundial de carnes, capaz de superar restrições temporárias e conquistar novos mercados.
Com produção tecnificada, diversificação de destinos e produtos com maior valor agregado, o país segue fortalecendo sua imagem como fornecedor confiável e competitivo de alimentos de origem animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
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