Publicado em: 13/04/2026 às 12:00hs
O mercado do boi gordo iniciou o período mais recente com valorização nas principais praças pecuárias do país, impulsionado pela combinação de oferta restrita e demanda aquecida por parte dos frigoríficos. Em São Paulo e em regiões estratégicas de Mato Grosso, o cenário tem favorecido a alta das cotações, especialmente para animais terminados.
Em São Paulo, a redução na disponibilidade de animais prontos para abate, aliada à necessidade de recomposição das escalas por parte de frigoríficos menores, contribuiu para a elevação dos preços.
Essas indústrias, com maior dificuldade em alongar suas programações, passaram a ofertar valores mais altos pela arroba. Já os frigoríficos com escalas mais confortáveis conseguiram negociar com maior tranquilidade.
Nesse contexto, a cotação do boi gordo registrou alta de R$ 3,00/@, enquanto o chamado “boi China” teve valorização de R$ 2,00/@. As demais categorias permaneceram estáveis.
As escalas de abate no estado ficaram, em média, em sete dias, indicando relativa estabilidade no abastecimento, ainda que com viés de firmeza nos preços.
No Mato Grosso, o movimento também foi de alta, com frigoríficos atuando de forma mais ativa na compra de animais para completar suas escalas, diante da oferta restrita.
Além disso, o “boi China” no estado também apresentou valorização de R$ 2,00/@, acompanhando a tendência observada em outras praças.
O cenário atual do mercado do boi gordo aponta para manutenção da firmeza nas cotações no curto prazo. A combinação de oferta limitada de animais terminados e demanda consistente da indústria frigorífica continua sendo o principal fator de sustentação dos preços.
Mesmo com escalas de abate relativamente ajustadas, a necessidade de reposição por parte de algumas indústrias mantém o ambiente favorável para novas altas, especialmente em regiões onde a disponibilidade de gado segue mais restrita.
Fonte: Portal do Agronegócio
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