Publicado em: 20/03/2026 às 12:40hs
O mercado do boi gordo em São Paulo segue com cotações estáveis, sustentadas por oferta comedida de bovinos e ritmo moderado de escoamento interno. Apesar da boa demanda das exportações, problemas geopolíticos e lentidão nas vendas domésticas equilibram os preços, mantendo o mercado firme.
As escalas de abate estão, em média, para seis dias, refletindo uma oferta controlada que evita pressões de baixa, mas também limita movimentos de alta. Em Santa Catarina, o mercado iniciou o dia oferecendo R$ 2,00/@ a mais para a novilha, enquanto o boi gordo e a vaca mantiveram os preços estáveis.
Segundo a Pesquisa Trimestral de Abate divulgada pelo IBGE em 18 de março, o quarto trimestre de 2025 registrou 11,0 milhões de bovinos abatidos sob inspeção, queda de 2,7% em relação ao trimestre anterior, mas alta de 14,0% frente ao mesmo período de 2024.
No acumulado do ano, o abate atingiu 42,9 milhões de cabeças, 8,2% acima de 2024, marcando o maior volume da série histórica e o quarto ano consecutivo de crescimento. O abate de fêmeas foi recorde, representando 46,8% do total, o que já impacta a oferta de bovinos jovens e pressiona preços de categorias de reposição.
Para 2026, a expectativa é de redução no volume de abates. O USDA projeta recuo de 5,0%, enquanto a Scot Consultoria estima queda de 6,4%.
Essa menor oferta de animais jovens deve sustentar o mercado de reposição, elevando os preços das categorias destinadas ao engorde, ao mesmo tempo em que mantém o boi gordo em patamares firmes devido à pressão de exportações e escalas curtas de abate.
O mercado atual reflete um cenário de equilíbrio: a oferta controlada de bovinos limita pressões de baixa, enquanto o bom ritmo de exportações garante suporte para os preços. A combinação desses fatores mantém as cotações do boi gordo estáveis e indica que o setor seguirá ajustando oferta e demanda ao longo do ano, com atenção especial para reposição e manejo de fêmeas, cuja participação histórica no abate influencia diretamente a dinâmica do mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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