Publicado em: 16/04/2026 às 12:40hs
A valorização da arroba do boi gordo no mercado brasileiro tem favorecido o pecuarista terminador, melhorando a relação de troca com o bezerro mesmo diante da alta contínua nos preços da reposição. Dados recentes mostram que abril registra o melhor cenário para compra de bezerros no período de um ano.
Os preços da arroba do boi gordo seguem em níveis historicamente altos. Até o dia 14 de abril, a média do indicador Cepea/Esalq para o estado de São Paulo alcançou R$ 363,82 por arroba, já descontada a inflação pelo IGP-DI de março de 2026.
O valor representa uma alta de 13% em relação a janeiro de 2026 e avanço de 14% frente a abril de 2025, em termos reais. Segundo pesquisadores do Cepea, a cotação atual está praticamente no mesmo nível do recorde histórico real, registrado em novembro de 2011, quando a média foi de R$ 364,82 por arroba.
O mercado de reposição segue aquecido, com valorização expressiva do bezerro. Em abril, o indicador Cepea/Esalq para o bezerro nelore (de 8 a 12 meses), negociado no Mato Grosso do Sul, registra média de R$ 3.316,71 por cabeça.
O desempenho indica alta de 7,43% em relação a janeiro de 2026 e crescimento de 19,45% frente a abril de 2025. Apesar da valorização, o preço atual ainda permanece abaixo do recorde real histórico, de R$ 3.610,13, alcançado em abril de 2021.
Mesmo com o bezerro mais caro, o avanço mais intenso da arroba do boi gordo tem favorecido o poder de compra do pecuarista. Em abril, são necessárias 9,12 arrobas de boi gordo para a aquisição de um bezerro.
Esse é o melhor resultado dos últimos 12 meses. Em abril do ano passado, eram necessárias 8,71 arrobas para a mesma operação, indicando melhora relevante na capacidade de reposição do produtor.
A combinação de preços elevados do boi gordo e uma valorização mais moderada do bezerro tem sustentado margens mais favoráveis para o pecuarista terminador. O cenário atual reforça um momento positivo para a atividade, especialmente para produtores que dependem da reposição de animais para engorda.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias