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USDA: liderança do Brasil na exportação mundial de carne de frango se amplia no quinquênio pandêmico

As mais recentes projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre as tendências das exportações mundiais de carne de frango em 2024 sugerem que o Brasil será o único entre os grandes exportadores a manter um crescimento anual consistente no período pandêmico (2020/2024)


Publicado em: 26/01/2024 às 13:10hs

USDA: liderança do Brasil na exportação mundial de carne de frango se amplia no quinquênio pandêmico

Comparativamente a 2020 (o ano mais desafiador do mundo moderno), as exportações mundiais de carne de frango devem – nas projeções do USDA – chegar aos 13,9 milhões de toneladas em 2024, aumentando pouco mais de 6%.

Nesse contexto, a previsão para o Brasil é a de um volume muito próximo dos 5 milhões de toneladas (resultado que – fique claro desde já – não inclui as exportações de pés/patas de frango), o que significa aumento de 27% – média de pouco mais de 6% ao ano. Ou seja: o incremento anual brasileiro é o mesmo acumulado mundialmente no quinquênio.

Acima do crescimento brasileiro apenas o da China: mais de 40% no período, perto de 10% ao ano. Mas o adicional chinês nesse quinquênio (cerca de 160 mil toneladas a mais) corresponde a apenas 15% do adicional brasileiro, cujas exportações devem passar de 3,875 milhões de toneladas (2020) para 4,925 milhões de toneladas neste ano (adicional de 1,050 milhão de toneladas).

Situação semelhante deve ser experimentada pelas exportações tailandesas: crescem em nível não muito distante do brasileiro: perto de 5% ao ano. Mas continuam representando menos de um quarto do total exportado pelo Brasil.

Quem deve permanecer em relativa estabilidade por todo o quinquênio são os EUA: cerca de 3,3 milhões de toneladas entre 2020 e 2024. Mas o apontado pelo USDA para este ano representa queda de 2% em relação a 2020.

Mais significativa, porém, deve ser a redução enfrentada pela União Europeia, superior a 15%. Seria o caso de imaginar, aqui, que isso ocorreu por conta do Brexit. Mas a saída do Reino Unido do bloco ocorreu em janeiro de 2020. Além disso, as exportações britânicas recuaram, até o ano passado, mais de 50%. Se fossem inclusas nos números da UE, a queda das exportações do bloco seria superior a 20%.

Por fim, deve cair também o volume exportado pelos demais exportadores. O previsto em 2024 pelo USDA para eles é algo próximo dos 2,3 milhões de toneladas, 46% do que deve ser exportado pelo Brasil. Mas esse volume, embora em recuperação em relação a 2023, representa queda de quase 9% sobre as exportações de 2020.

Fonte: AviSite

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