Publicado em: 15/10/2015 às 16:15hs
Avaliando os ganhos que a avicultura norte-americana poderá obter com a Parceria Transpacífico (TPP), o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) comenta que - entre os demais onze países que, juntos com os EUA, integram o tratado – apenas cinco trazem a possibilidade de acesso a mercados mais amplos: Japão, Malásia, Vietnã, Nova Zelândia e Brunei.
É verdade que o USDA reconhece que a TPP fortalece as regras do comércio internacional. Mas, no tocante às perspectivas de ampliação dos negócios com produtos avícolas (carne de frango, principalmente), elimina de imediato os vizinhos Canadá e México (responsáveis, em 2014, pela absorção de um quarto das exportações de frango dos EUA), Cingapura, Austrália e Chile (com os quais já mantém tratados de livre comércio) e o Peru (onde já está em fase de implantação um outro tratado de livre comércio).
Na realidade, porém, os EUA pouco devem esperar de Malásia, Vietnã, Nova Zelândia e Brunei. Porque, em conjunto, têm um potencial importador que não chega às 150 mil toneladas anuais. Assim, sobra o Japão – na atualidade, o segundo maior importador mundial do produto, atrás, apenas, da China (que, de acordo com o Food Outlook da FAO deve importar, em 2015, mais de 1,770 milhão de toneladas de carne de frango, enquanto as importações japonesas devem superar 1,1 milhão de toneladas).
Em outras palavras, não há como negar que só o Japão, independentemente dos demais integrantes da TPP, já representa um grande negócio para os EUA. Pena, somente, que esse seja, também, o segundo principal mercado da carne de frango brasileira. Ou seja: vai ser preciso muito esforço para preservar esse importante cliente.
Clique aqui para acessar, no site do USDA, infográfico mostrando o que prevê a TPP no tocante aos produtos avícolas entre os 12 países que a integram.
Fonte: AviSite
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