Publicado em: 27/02/2026 às 12:40hs
O setor avícola paulista apresenta cenários distintos entre carnes e ovos neste início de 2026. Enquanto a queda nos preços do frango vivo pressiona o poder de compra do produtor, a valorização expressiva dos ovos no mercado interno proporciona recuperação da rentabilidade frente aos principais insumos, como milho e farelo de soja.
Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), fevereiro marca o quarto mês consecutivo de retração no poder de compra do avicultor paulista em relação a milho e farelo de soja.
Até o dia 25 de fevereiro, o frango vivo apresentou média de R$ 5,04/kg no estado, queda de 2,1% frente a janeiro. Com isso, a venda de 1 kg do animal permite ao produtor comprar 4,47 kg de milho, 1,9% a menos que no mês anterior, e 2,73 kg de farelo de soja, 2,6% abaixo de janeiro.
Pesquisadores destacam que o ritmo recorde das exportações brasileiras ajuda a evitar desvalorização ainda mais acentuada, mas os produtores seguem com margens de lucro pressionadas.
Diferente do frango, os ovos registraram alta expressiva neste início de ano, revertendo meses de perda de poder de compra. Em Bastos (SP), principal polo produtor do país, os preços médios até o dia 25 de fevereiro foram:
O aumento reflete aquecimento da demanda no mercado interno e reforça a relação de troca do avicultor com os insumos da produção.
Com a valorização dos ovos, a capacidade de compra de insumos pelos avicultores aumentou significativamente:
Os dados indicam que a valorização dos ovos traz alívio financeiro aos produtores, que vinham enfrentando pressão constante sobre custos e margens nos últimos meses.
O Cepea aponta que a recuperação do poder de compra proporcionada pelos ovos representa um importante reforço à rentabilidade do setor de postura. Já no segmento de frango vivo, o avicultor paulista segue atento à estabilidade dos preços e à evolução da demanda interna e externa, que deve influenciar o ritmo das negociações nos próximos meses.
O comportamento do mercado de insumos, aliado às oscilações nos preços das proteínas, continuará determinando a sustentabilidade econômica dos avicultores paulistas em 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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