Publicado em: 06/07/2026 às 17:00hs
A produção de carne de frango no Brasil deve seguir em trajetória de crescimento moderado nos próximos anos e atingir 15,945 milhões de toneladas em 2027, segundo projeções da consultoria Safras & Mercado. O volume representa alta de 0,29% em relação à estimativa de 15,898 milhões de toneladas previstas para 2026.
O cenário indica um ajuste mais controlado da oferta, em meio a um mercado que busca equilíbrio entre produção, consumo interno e demanda externa.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o setor deve apresentar um avanço mais moderado na produção no próximo ano, refletindo um ambiente de maior equilíbrio na cadeia produtiva.
A expectativa é de que o mercado trabalhe com um quadro de oferta mais ajustado, sem grandes expansões, o que pode contribuir para estabilidade nos preços ao longo do período.
As exportações brasileiras de carne de frango também devem manter trajetória positiva em 2027. A estimativa é de crescimento de 1,60%, com embarques projetados em 5,704 milhões de toneladas.
Para 2026, os embarques são estimados em 5,614 milhões de toneladas, o que reforça a tendência de expansão gradual da presença do Brasil no mercado internacional de proteína animal.
O desempenho das exportações segue sustentado pela competitividade do produto brasileiro, pela ampla aceitação nos mercados globais e pelo posicionamento estratégico do país entre os principais fornecedores mundiais.
Com o aumento mais contido da produção e o avanço das exportações, a disponibilidade interna de carne de frango no Brasil deve apresentar leve retração em 2027.
A projeção indica volume de 10,240 milhões de toneladas destinadas ao mercado doméstico, queda de 0,42% em relação às 10,284 milhões de toneladas estimadas para 2026.
O movimento sugere um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda interna, o que pode influenciar a dinâmica de preços ao longo do período.
Segundo especialistas do setor, o comportamento projetado reflete um momento de transição na cadeia de proteína animal, com maior foco em eficiência produtiva, controle de custos e manutenção da competitividade no mercado externo.
A tendência é que o setor avícola brasileiro siga consolidando sua posição global, mesmo em um ambiente de crescimento mais moderado da produção e ajustes na oferta doméstica.
Fonte: Portal do Agronegócio
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