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Avicultura

Preços do frango ficam firmes e têm perspectiva de alta no Centro-Sul, aponta Safras

Quilo vivo permanece em R$ 5,70 em São Paulo; recuperação da demanda e competitividade frente à carne bovina sustentam o mercado, enquanto oferta e custos exigem atenção


Publicado em: 09/10/2026 às 16:00hs

Preços do frango ficam firmes e têm perspectiva de alta no Centro-Sul, aponta Safras

O mercado brasileiro de frango encerra a semana com estabilidade em diversas praças e reajustes pontuais no animal vivo. Segundo levantamento da Safras & Mercado divulgado nesta sexta-feira (9), a recuperação é mais consistente no Centro-Sul, especialmente no Sudeste e em parte do Centro-Oeste, com perspectiva de novas altas no curto prazo. SAFRAS & Mercado

Na avaliação do analista Fernando Henrique Iglesias, o melhor equilíbrio entre a disponibilidade de animais e o ritmo da demanda sustenta as cotações. O Nordeste ainda apresenta fragilidade em algumas localidades, apesar dos aumentos registrados nesta semana no Ceará e em Pernambuco.

Demanda e competitividade favorecem a carne de frango

A reposição entre atacado e varejo no início do mês contribui para a firmeza dos preços. Outro fator de sustentação é a competitividade da carne de frango diante dos cortes bovinos, comercializados em patamares mais elevados.

Esse diferencial favorece a procura pela proteína avícola e ajuda a absorver a oferta disponível. As exportações também seguem relevantes para o equilíbrio do setor, ao direcionar parte da produção ao mercado internacional.

Peito congelado permanece em R$ 9,50 no atacado paulista

Os cortes de frango comercializados em São Paulo mantiveram as referências ao longo da semana, conforme a Safras & Mercado.

No atacado, o peito congelado ficou em R$ 9,50 por quilo, a coxa em R$ 7,80 e a asa em R$ 12,50. Na distribuição, os valores foram de R$ 9,75, R$ 8,00 e R$ 13,00 por quilo, respectivamente.

Os cortes resfriados também apresentaram estabilidade. No atacado, o peito permaneceu em R$ 9,60 por quilo, a coxa em R$ 7,90 e a asa em R$ 12,60.

Na distribuição dos resfriados, as referências ficaram em R$ 9,85 por quilo para o peito, R$ 8,10 para a coxa e R$ 13,10 para a asa.

Frango vivo sobe no Ceará, em Pernambuco e no Pará

Em São Paulo, o preço do frango vivo permaneceu em R$ 5,70 por quilo. Mato Grosso do Sul e Goiás mantiveram a referência de R$ 5,20, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal registraram R$ 5,30.

Nas operações de integração, as cotações ficaram em R$ 4,75 por quilo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No oeste do Paraná, a referência foi de R$ 4,65.

Os reajustes ocorreram em três praças acompanhadas:

  • Ceará: de R$ 4,75 para R$ 5,00 por quilo.
  • Pernambuco: de R$ 5,00 para R$ 5,25 por quilo.
  • Pará: de R$ 6,25 para R$ 6,50 por quilo.
Controle da oferta será decisivo para manter a recuperação

Apesar da melhora, Iglesias destaca a importância de manter os alojamentos de pintainhos em níveis contidos. Uma expansão antecipada da produção poderia recompor o excesso de oferta, interromper a valorização e pressionar novamente as margens.

Os custos de nutrição animal também permanecem no radar, diante das incertezas no mercado de grãos. Assim, a continuidade da recuperação dependerá tanto da demanda quanto do planejamento da produção.

Exportações de aves movimentam US$ 887 milhões em setembro

No recorte da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apresentado pela Safras — que abrange carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas —, as exportações brasileiras somaram 460,122 mil toneladas em setembro, com receita de US$ 887,086 milhões.

Considerando os 21 dias úteis do mês, a média diária foi de 21,910 mil toneladas e US$ 42,242 milhões. O preço médio alcançou US$ 1.927,90 por tonelada.

Na comparação com setembro de 2025, a quantidade média diária avançou 0,1%, enquanto a receita média diária cresceu 9,2%. O preço médio da tonelada subiu 9,1%, indicando que a valorização do produto teve papel importante no resultado das vendas externas.

Em levantamento mais amplo, que considera todos os produtos de carne de frango, incluindo in natura e processados, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou embarques de 500,3 mil toneladas em setembro, alta de 3,7% sobre o mesmo mês de 2025. Os volumes diferem porque os dois levantamentos utilizam recortes de produtos distintos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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