Preço do frango sobe em setembro no Sudeste, mas recuperação é desigual no país
Peito congelado avança de R$ 8,00 para R$ 9,50 por quilo no atacado paulista; exportações crescem 6,1% em volume diário no levantamento parcial do mês
Publicado em: 05/10/2026 às 12:00hs
O mercado brasileiro de frango registrou recuperação dos preços em setembro, com maior intensidade no Sudeste. A valorização alcançou os principais cortes no atacado e o frango vivo em mercados independentes, segundo levantamento da Safras & Mercado. Entretanto, o movimento não foi uniforme: algumas praças do Nordeste e do Sul continuaram com cotações pressionadas ou estáveis.
Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria, atribui a melhora ao avanço das vendas, à competitividade da carne de frango em relação à bovina e à sustentação das exportações.
Na primeira metade do mês, a entrada dos salários favoreceu o consumo e a reposição de produtos entre atacado e varejo. Apesar da reação, a disponibilidade elevada de animais ainda exige atenção ao equilíbrio entre oferta e demanda.
Cortes de frango valorizam no atacado de São Paulo
No atacado paulista, o peito congelado passou de R$ 8,00 para R$ 9,50 por quilo durante setembro. A coxa avançou de R$ 6,40 para R$ 7,80, enquanto a asa subiu de R$ 11,50 para R$ 12,50.
Na distribuição, os preços dos mesmos cortes congelados também aumentaram. O peito passou de R$ 8,20 para R$ 9,75 por quilo; a coxa, de R$ 6,60 para R$ 8,00; e a asa, de R$ 11,75 para R$ 13,00.
Os produtos resfriados acompanharam a valorização. No atacado, o peito avançou de R$ 8,10 para R$ 9,60 por quilo, a coxa de R$ 6,50 para R$ 7,90 e a asa de R$ 11,60 para R$ 12,60.
Na distribuição de resfriados, o peito subiu de R$ 8,30 para R$ 9,85 por quilo. A coxa passou de R$ 6,70 para R$ 8,10, e a asa de R$ 11,85 para R$ 13,10.
Frango vivo sobe no Sudeste e no Centro-Oeste
Nas praças acompanhadas pela Safras & Mercado, o frango vivo em São Paulo passou de R$ 5,20 para R$ 5,70 por quilo. Em Minas Gerais, a cotação avançou de R$ 4,80 para R$ 5,40.
O Centro-Oeste também apresentou recuperação. Em Mato Grosso do Sul e Goiás, o quilo vivo subiu de R$ 4,75 para R$ 5,30. No Distrito Federal, passou de R$ 4,80 para R$ 5,40.
Nos mercados de integração do Sul, houve estabilidade. Rio Grande do Sul e Santa Catarina mantiveram a referência de R$ 4,75 por quilo, enquanto o oeste do Paraná permaneceu em R$ 4,65.
Ceará e Pernambuco registram queda nas cotações
Em contraste com a recuperação observada em outras regiões, o frango vivo recuou de R$ 5,50 para R$ 4,75 por quilo no Ceará e de R$ 6,00 para R$ 5,00 em Pernambuco.
No Pará, a referência caiu de R$ 6,40 para R$ 6,25 por quilo. As diferenças entre as praças mostram que a melhora das vendas não foi suficiente para sustentar uma valorização generalizada no país.
Segundo Iglesias, a oferta nacional de animais segue elevada, reforçando a necessidade de ajustes nos alojamentos de pintainhos.
Exportações sustentam mercado, com alta no ritmo diário
No levantamento parcial de setembro, referente a 18 dias úteis, as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram 398,908 mil toneladas e geraram US$ 766,799 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A média diária foi de 22,161 mil toneladas e US$ 42,600 milhões. O preço médio alcançou US$ 1.922,40 por tonelada.
Em comparação com setembro de 2025, o volume médio diário aumentou 6,1%, enquanto a receita diária cresceu 15,4%. O preço médio da tonelada avançou 8,7%.
Para Iglesias, os embarques permanecem relevantes para a sustentação do mercado ao direcionar parte da produção ao exterior. A continuidade da recuperação dos preços, porém, dependerá de maior equilíbrio entre oferta e demanda e da evolução dos custos com alimentação animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
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