Preço do frango segue firme e tem perspectiva de alta com ajuste da oferta no Centro-Sul
Cotações permanecem estáveis no atacado e no mercado de aves vivas; competitividade frente à carne bovina sustenta o setor, enquanto exportações avançam em outubro
Publicado em: 19/10/2026 às 13:40hs
O mercado brasileiro de frango encerrou a semana com preços estáveis no atacado e nas principais praças de comercialização de aves vivas. Apesar da manutenção das cotações, o ajuste entre oferta e demanda no Centro-Sul sustenta os valores e mantém a perspectiva de valorização da proteína.
Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista de Safras & Mercado, o cenário regional apresenta diferenças. Enquanto o Centro-Sul mostra condições mais favoráveis à recuperação dos preços, o Nordeste ainda exige cautela, mesmo com uma reação discreta em algumas praças.
A competitividade da carne de frango em relação à bovina também contribui para a sustentação do mercado, ao favorecer a procura pela proteína avícola.
Controle da oferta será decisivo para sustentar os preços
Na avaliação de Iglesias, manter os alojamentos de pintainhos em níveis moderados é essencial para consolidar a recuperação do setor. O controle da produção ajuda a evitar um novo aumento da oferta e contribui para preservar as margens da atividade.
No atacado, a melhora observada no Centro-Sul oferece suporte às cotações. A continuidade desse movimento dependerá do equilíbrio entre o volume disponível e a capacidade de absorção do mercado.
No Nordeste, o maior desequilíbrio regional mantém a necessidade de acompanhamento da oferta e do consumo, já que a recuperação ainda ocorre de forma limitada.
Cortes congelados e resfriados mantêm preços em São Paulo
O levantamento de Safras & Mercado apontou estabilidade em todos os cortes de frango acompanhados no atacado e na distribuição paulista durante a semana.
Entre os cortes congelados no atacado, o peito permaneceu em R$ 9,50/kg, a coxa em R$ 7,80/kg e a asa em R$ 12,50/kg. Na distribuição, os valores ficaram em R$ 9,75/kg para o peito, R$ 8,00/kg para a coxa e R$ 13,00/kg para a asa.
Os cortes resfriados no atacado também mantiveram as referências anteriores: peito a R$ 9,60/kg, coxa a R$ 7,90/kg e asa a R$ 12,60/kg.
Na distribuição dos produtos resfriados, o peito seguiu em R$ 9,85/kg, a coxa em R$ 8,10/kg e a asa em R$ 13,10/kg.
Frango vivo permanece estável nas principais praças
Em São Paulo, o preço do frango vivo permaneceu em R$ 5,70/kg, conforme o acompanhamento semanal de Safras & Mercado.
Nas regiões de integração do Sul, as cotações também não apresentaram alterações. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o valor ficou em R$ 4,75/kg. No oeste do Paraná, a referência permaneceu em R$ 4,65/kg.
Nas demais praças monitoradas, os preços foram os seguintes:
- Mato Grosso do Sul: R$ 5,20/kg;
- Goiás: R$ 5,20/kg;
- Minas Gerais: R$ 5,30/kg;
- Distrito Federal: R$ 5,30/kg;
- Ceará: R$ 5,00/kg;
- Pernambuco: R$ 5,25/kg;
- Pará: R$ 6,50/kg.
Exportações de carne de aves avançam no início de outubro
As exportações brasileiras de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, somaram 193,214 mil toneladas nos primeiros sete dias úteis de outubro, com receita de US$ 370,979 milhões.
De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária embarcada atingiu 27,602 mil toneladas, enquanto a receita média por dia útil ficou em US$ 52,997 milhões. O preço médio de exportação foi de US$ 1.920 por tonelada.
Na comparação com outubro de 2025, os resultados mostram crescimento nos três indicadores:
- Receita média diária: alta de 46,8%;
- Volume médio diário: avanço de 28,1%;
- Preço médio por tonelada: aumento de 14,6%.
O desempenho parcial indica aceleração dos embarques e valorização do produto exportado. No mercado interno, o controle da oferta e a competitividade diante da carne bovina seguem como fatores centrais para a sustentação dos preços do frango.
Fonte: Portal do Agronegócio
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