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Preço do frango interrompe queda no final de março com impacto do frete e petróleo

Alta do diesel e valorização do petróleo freiam queda da carne de frango no Brasil no fim de março, aponta Cepea


Publicado em: 02/04/2026 às 11:55hs

Preço do frango interrompe queda no final de março com impacto do frete e petróleo
Queda nos preços de frango é freada no final de março

O movimento de queda nos preços da carne de frango, observado desde o início de 2026, foi interrompido nos últimos dias de março. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) apontam que a reversão foi principalmente consequência do aumento dos custos de frete, pressionados pelo cenário internacional de alta do petróleo.

O conflito no Oriente Médio tem provocado forte valorização do barril de petróleo, elevando diretamente o preço do diesel no Brasil. Com fretes mais caros, a indústria de frango de corte vem repassando parte desses custos para os preços finais da carne.

Reação nos preços em diferentes produtos

De acordo com levantamento do Cepea, quase todos os produtos acompanhados pelo centro de pesquisas registraram forte valorização entre 24 e 31 de março:

  • Frango congelado atacado em São Paulo: após uma desvalorização de 6,2% até 19 de março, encerrou o mês com pequena queda de 0,3%;
  • Frango inteiro congelado na Grande São Paulo: acumulou queda de 9,4% entre janeiro e março, refletindo o cenário baixista do primeiro trimestre.

O comportamento destaca que, mesmo com a alta recente, o mercado ainda sente o impacto do descompasso entre oferta e demanda interna que marcou o início do ano.

Fatores que sustentam preços no curto prazo

O levantamento reforça que a alta do diesel e, consequentemente, dos fretes tem sido o principal motor de ajustes nos preços. Essa dinâmica mostra que o mercado de frango de corte brasileiro permanece sensível a fatores externos, como preços internacionais do petróleo, e internos, como a relação entre oferta e demanda.

Analistas indicam que, apesar da reação positiva no final de março, o cenário do primeiro trimestre ainda reflete pressão sobre os preços, e o setor deve acompanhar de perto custos logísticos e evolução da demanda interna nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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