Publicado em: 01/02/2024 às 13:10hs
O mês de janeiro de 2024 trouxe perspectivas favoráveis para o setor avícola brasileiro, impulsionado pela queda nos custos relacionados ao farelo de soja, que compensou o aumento nos preços do milho, mantendo as margens em terreno positivo. Contudo, a competitividade da carne de frango no mercado doméstico e as preocupações com os preços de exportação estão entre os desafios destacados pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Os preços do frango inteiro congelado no atacado do estado de São Paulo iniciaram o ano com uma leve queda em relação ao final de 2023. Apesar disso, a redução foi moderada em comparação com anos anteriores, registrando uma média de R$ 7,33/kg em janeiro, 1,1% inferior a dezembro de 2023.
No que diz respeito aos custos, apesar do aumento nos preços do milho desde dezembro, a alta foi contida na Região Sul, com uma elevação de 1,3%, inferior ao aumento no preço da ave (2,2%). O spread da avicultura, fortalecido pelo quinto mês consecutivo, continuou a melhorar em janeiro, impulsionado pela queda nos preços do farelo de soja, aproximadamente 8% nos estados do Paraná e Santa Catarina.
Nas exportações, a parcial de janeiro apontou uma queda de 14,4%, em comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o preço médio mensal caiu 3%, atingindo USD 1.670/t, o menor desde junho de 2021. A consultoria destaca a estreita diferença entre os preços médios de exportação e o mercado interno, que agora é de apenas 15%, comparado a 26% em outubro de 2023 e 68% em julho de 2023.
Além disso, a carne de frango mostra baixa competitividade em relação à carcaça dianteira bovina no mercado doméstico, com 1,86 kg de frango/kg de dianteiro, uma redução significativa em comparação com o mesmo período do ano passado.
Apesar das boas margens até agora, o Itaú BBA prevê desafios futuros para o setor avícola em 2024, com a possível menor oferta de milho, impactando os preços domésticos do cereal. No entanto, a queda nos preços do farelo de soja pode atenuar esse impacto, ressaltando a importância da gestão de riscos.
Quanto às exportações, a demanda global pela carne de frango brasileira é vista como favorável, impulsionada pela disseminação da gripe aviária em todo o mundo. O USDA estima um aumento de 3,2% nas exportações brasileiras em 2024, atingindo 4,9 milhões de toneladas, com a produção estimada em 15 milhões de toneladas, um novo recorde. A consultoria destaca a importância de um ritmo adequado de produção para equilibrar as margens, especialmente em um contexto de preços de exportação em declínio.
Fonte: Portal do Agronegócio
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