Publicado em: 28/11/2025 às 17:00hs
O setor de avicultura de corte enfrentou um mês de novembro desafiador, com quedas nos preços tanto no atacado quanto nos mercados independentes de frango vivo. Apesar do bom desempenho do consumo, a ampla oferta de cortes exerceu forte pressão sobre as cotações, segundo análise de Fernando Iglesias, da Safras & Mercado.
“O consumo evoluiu bem ao longo do mês, mas o volume elevado de produtos no mercado acabou pesando na formação dos preços. Com a dinâmica mais fraca no atacado, o frango vivo não conseguiu se sustentar”, explicou Iglesias.
Expectativa de recuperação com reabertura da China e aumento da demanda de fim de ano
Iglesias destacou ainda que o principal fato positivo do mês foi a reabertura do mercado chinês para a carne de frango brasileira, o que pode impulsionar as exportações e o consumo no curto prazo.
“As expectativas se voltam agora para dezembro, quando o poder de compra das famílias tende a aumentar e as festividades estimulam o consumo”, completou o analista.
De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes congelados de frango no atacado paulista registraram recuos ao longo de novembro:
Na distribuição, as quedas também foram observadas:
Nos cortes resfriados, o comportamento foi semelhante. No atacado, o preço do quilo do peito caiu de R$ 11,10 para R$ 10,70; a coxa passou de R$ 8,20 para R$ 7,80; e a asa, de R$ 11,20 para R$ 10,40. Já na distribuição, o peito desvalorizou de R$ 11,30 para R$ 10,90; a coxa de R$ 8,40 para R$ 8,00; e a asa de R$ 11,40 para R$ 10,60.
O levantamento mensal da Safras & Mercado aponta que, nas principais praças do país, o desempenho variou:
No Centro-Oeste, os preços se mantiveram estáveis:
Já no Nordeste e Norte, o mercado apresentou recuos mais expressivos:
As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis (frescas, refrigeradas ou congeladas) somaram US$ 523,98 milhões em novembro (considerando 14 dias úteis), com média diária de US$ 37,42 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
No período, o país embarcou 323,68 mil toneladas, o que representa média diária de 23,12 mil toneladas, com preço médio de US$ 1.618,80 por tonelada.
Fonte: Portal do Agronegócio
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