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Avicultura

Newcastle em SC: cinco países restringem produtos avícolas brasileiros, aponta boletim

Atualização citada no material reúne suspensões nacionais e regionais; duração dos bloqueios será decisiva para os efeitos sobre o mercado.


Publicado em: 27/10/2026 às 17:30hs

Newcastle em SC: cinco países restringem produtos avícolas brasileiros, aponta boletim

Um foco de doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina, levou cinco países a restringir produtos avícolas brasileiros, conforme atualização do Ministério da Agricultura de 21 de outubro reproduzida pela Terra Agro Insights.

Segundo o material, o foco foi confirmado em 18 de outubro. A propriedade mantinha aproximadamente seis mil aves, que não foram destinadas ao consumo.

A granja foi interditada, e a eliminação das aves dos dois galpões afetados terminou entre os dias 19 e 20.

Medidas sanitárias incluem monitoramento regional

O boletim informa a decretação de emergência zoossanitária por 60 dias em Nova Itaberaba, Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias.

Cerca de 133 propriedades estavam sob monitoramento no levantamento apresentado.

As medidas buscam delimitar o foco e acompanhar a situação sanitária na região atingida.

Restrições variam conforme o destino

Na posição de 21 de outubro citada no documento, México e Malásia adotaram restrições com abrangência nacional. A suspensão mexicana incluía aves vivas, carne, miúdos e ovos férteis.

China, Arábia Saudita e Chile limitaram as restrições a Santa Catarina.

A Terra Agro Insights estimou que os mercados e produtos atingidos correspondiam a aproximadamente 46 mil toneladas mensais, próximas de 10% dos embarques. Trata-se de uma estimativa de exposição comercial, e não de perda efetivamente registrada.

Preço do frango ainda não mostrava reação

Entre 16 e 22 de outubro, o frango congelado em São Paulo permaneceu em R$ 8,49 por quilo, segundo o Cepea.

Antes da confirmação do foco, as exportações apresentavam crescimento. Os dados até 16 de outubro apontavam média diária 23,6% superior à de outubro de 2025, sem incorporar os efeitos posteriores das restrições.

Efeito sobre o milho depende de duração e abrangência

Pelos cálculos da Terra Agro Insights, o volume de carne exposto aos bloqueios equivaleria a aproximadamente 62 mil toneladas de milho por mês, ou 0,7% do consumo mensal do cereal.

Essa equivalência não representa redução automática da demanda, pois depende do redirecionamento das exportações, das vendas internas e das decisões de produção.

A análise considera que um efeito mais relevante sobre o milho exigiria restrições amplas e prolongadas, capazes de provocar diminuição dos alojamentos de aves.

Fonte: Portal do Agronegócio

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