Publicado em: 28/02/2018 às 11:30hs
Ontem (27), em Minas Gerais, o frango vivo sofreu nova baixa de cinco centavos – a segunda da semana, a quarta em apenas cinco dias de negócios (uma delas de 25 centavos, o que significa redução de 40 centavos em menos de uma semana). Foi negociado por R$2,10/kg, o mesmo baixo valor registrado entre o final de junho e o início de julho do ano passado. Mas, também, o mesmo valor que, anteriormente, foi observado pela última vez em 4 de junho de 2015.
Mas por que o retrocesso a essa já remota data? Porque, desde então, já se vão exatos mil dias. Mas porque, principalmente, a despeito do mesmo valor nominal, as condições de produção são muitíssimo diferentes.
Basta ver, a propósito, a queda do poder de compra do frango vivo em relação ao milho. Em junho de 2015, com a saca do grão negociada por cerca de R$27,00, uma tonelada de frango vivo era suficiente para adquirir perto de 4,7 toneladas de milho.
E como, no momento, a cotação do milho gira em torno de R$39,00/saca, o mesmo volume de frangos vivos adquire não mais que 3,2 toneladas do grão – uma redução de mais de 30% no poder de compra do frango.
Se tivesse acompanhado a inflação acumulada desde junho de 2015, o frango vivo (que, naquele mês, alcançou preço médio em torno de R$2,50/kg), estaria sendo comercializado hoje por quase R$2,90/kg. E se conseguisse manter a mesma paridade de preço em relação ao milho, alcançaria no momento valor superior a R$3,00/kg. Como se constata, as perdas são imensas.
Fonte: AviSite
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